IRIM11 pagará maior dividendo em 17 meses e lucra R$ 29,48 milhões; veja detalhes
O fundo imobiliário IRIM11 encerrou maio com resultado distribuível de R$ 29,482 milhões, equivalente a R$ 0,84 por cota. No período, as receitas somaram R$ 32,200 milhões, enquanto as despesas totais chegaram a R$ 2,717 milhões.
Apesar do resultado distribuível por cota ter ficado em R$ 0,84, os rendimentos do IRIM11 referentes à competência de maio foi de R$ 0,95 por cota, o maior em 17 meses. A diferença, segundo os dados do período, está relacionada a um resultado mais elevado de correção monetária.
A carteira do fundo imobiliário IRIM11 terminou o mês com predominância de CRIs, que representavam 73,9% da alocação.
A fatia em FIIs correspondia a 18,6%, enquanto o caixa respondia por 7,9% do patrimônio líquido. Outros ativos completavam a composição, com participação de 1,1%.
No mês, o fundo também realizou nova alocação no mercado primário, com entrada no CRI BTLP Cajamar.
O ativo é lastreado em galpão logístico localizado em Cajamar, no estado de São Paulo, objeto de contrato built-to-suit firmado com a Amazon e pertencente ao fundo BTLG. A posição adquirida representa cerca de 2,05% do patrimônio líquido, com taxa de IPCA + 8,7% ao ano.
Além da nova operação, o FII IRIM11 aumentou a exposição em ativos que já faziam parte da carteira. Entre os incrementos, estão o CRI Faro Energy, com aumento de 0,17% do patrimônio líquido a IPCA + 10,5%; o CRI Pátio Malzoni, com acréscimo de 0,12% a IPCA + 8,0%; e o CRI HGLG BTS Meli, com aquisição equivalente a 0,03% do patrimônio líquido a IPCA + 8,6%.
Atualizações do portfólio do IRIM11
Ao fim de maio, a posição de caixa era equivalente a 7,9% do patrimônio líquido. De acordo com a gestão, o pipeline de ativos em estruturação e em fase final de negociação já supera o volume necessário para consumir integralmente o caixa atual do fundo.
No acompanhamento de crédito, o destaque ficou para o CRI Bewiki, que representa 2,13% do patrimônio líquido. A parcela referente a maio foi paga com atraso, e o impacto financeiro será reconhecido apenas no resultado de junho.
Dentro da carteira de CRIs, os papéis indexados ao IPCA eram a principal exposição. Eles representavam 65,1% do patrimônio líquido e 88,0% da carteira de CRIs.
A taxa MTM desses ativos era de 10,5%, com duration de 3,55 e taxa nominal MTM de 15,4%, considerando premissa de indexador de 4,5%.
Considerando a carteira total de CRIs do fundo IRIM11, a duration era de 3,45, com taxa nominal MTM de 15,6% e taxa nominal de compra de 15,3%.
A distribuição geográfica dos CRIs do IRIM11 tinha maior concentração no Sudeste, com 47,5%. Em seguida apareciam ativos diversificados, com 27,0%; Nordeste, com 10,2%; Centro-Oeste, com 8,5%; Sul, com 6,6%; e Norte, com participação residual de 0,1%.