Fundo imobiliário LVBI11 zera vacância e eleva resultado em fevereiro; veja valores
O fundo imobiliário LVBI11 encerrou fevereiro com resultado de R$ 12,741 milhões, desempenho ligeiramente superior ao registrado em janeiro, quando o fundo havia apurado R$ 11,958 milhões.
No mês, as receitas do fundo imobiliário LVBI11 totalizaram R$ 14,823 milhões, enquanto as despesas operacionais ficaram em R$ 1,94 milhão.
A melhora do desempenho mensal veio acompanhada de um efeito positivo na receita decorrente do fim do período de carência concedido à Interbrand Foods, locatária do ativo de Mauá.
O dividendo anunciado foi de R$ 0,75 por cota, com pagamento realizado em 6 de março de 2026, e a expectativa é de manutenção desse patamar de dividendos do LVBI11 ao longo de todo o primeiro semestre.
Na competência de janeiro, o fundo registrou a entrada da WGL no imóvel de Cajamar e da Ollie Cosméticos no ativo de Extrema. Com esses movimentos, a vacância física e financeira foi reduzida a zero, deixando a carteira integralmente ocupada neste momento.
Ainda assim, a gestão do fundo LVBI11 já trabalha com uma mudança prevista para os próximos meses. Está mapeada a devolução do módulo atualmente ocupado pela Elfa Medicamentos no ativo Aratu, com saída prevista para setembro de 2026.
Segundo o relatório, a área já vem sendo trabalhada de forma antecipada para realocação, com negociações em estágio avançado e encaminhadas para minuta. Caso essa transição se confirme nos termos esperados, a vacância física projetada passará para 0,7% a partir de setembro de 2026.
Situação financeira do LVBI11
Atualmente, o FII LVBI11 carrega apenas a dívida vinculada ao ativo Aratu, classificada pela gestão como pequena e equivalente a 0,6% do patrimônio líquido.
Além disso, a avaliação é de que se trata de um passivo com custo baixo, considerado saudável para ser mantido no longo prazo.
Outro ponto acompanhado pelo mercado é a inadimplência acumulada da carteira, que soma aproximadamente R$ 0,17 por cota, referente a períodos anteriores. Esse montante está concentrado em três locatários que se encontram atualmente em processos de recuperação judicial.
A maior parcela está ligada ao Dia%, no ativo Mauá, com R$ 0,11 por cota em aberto. Na sequência aparecem a Sequoia, em Extrema, com R$ 0,04 por cota, e a Americanas, no ativo Aratu, com R$ 0,02 por cota pendentes.
A expectativa da gestão é de que a incorporação aconteça ainda no primeiro semestre de 2026, embora destaque que não há controle direto sobre o prazo efetivo dessa tramitação.
Até lá, novas informações sobre esse processo e demais atualizações relevantes devem continuar sendo divulgadas por meio de fatos relevantes e dos próximos relatórios gerenciais do fundo LVBI11.