VGIP11: fundo imobiliário tem lucro 43,5% maior e anuncia compra milionária
O fundo imobiliário VGIP11 apresentou um lucro de R$ 11,101 milhões em novembro, resultado que supera em aproximadamente 43,5% o montante registrado em outubro, quando havia totalizado R$ 7,733 milhões.

A geração de receitas atingiu R$ 11,945 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 843,8 mil. A distribuição de dividendos do VGIP11 teve o valor de R$ 0,92 por cota. Esse patamar corresponde a uma rentabilidade líquida anualizada de IPCA acrescido de 7,7%, tomando como base o valor patrimonial da cota ao fim de outubro de 2025.
Ao término do mês, o VGIP11 também acumulava R$ 0,18 por cota em ganhos de IPCA ainda não realizados em caixa, montante que será repassado aos investidores assim que se converter em resultado disponível.
Nos últimos 12 meses, a soma das distribuições realizadas no período chegou a R$ 11,63 por cota, equivalente a um retorno de IPCA + 8,4% ao ano, considerando o valor patrimonial da cota como referência.
Esse cálculo leva em conta a variação acumulada do IPCA com defasagem de dois meses, que inclui o intervalo entre outubro de 2024 e setembro de 2025, estando alinhada à indexação predominante dos CRIs da carteira, que utilizam o IPCA M-2.
A cota patrimonial do FII VGIP11 apresentou valorização de R$ 1,36, diante do fechamento das taxas de juros das NTN-B no período. Somou-se a isso o vencimento do CRI TMX, que estava marcado abaixo do valor de curva e, com sua liquidação, eliminou o efeito negativo da marcação a mercado.
Outro fator relevante foi a retomada da marcação do CRI Manhattan 196S, anteriormente em regime de stop accrual. O fundo encerrou novembro com 84.253 cotistas. O volume financeiro médio negociado diariamente ao longo do mês foi de aproximadamente R$ 1,8 milhão.
Carteira e mudanças no portfólio do VGIP11
No encerramento de novembro de 2025, o fundo imobiliário VGIP11 mantinha 98,5% de seu patrimônio líquido alocado em Certificados de Recebíveis Imobiliários, distribuídos em 49 operações distintas, totalizando investimentos de R$ 1,04 bilhão.
Durante o mês, a carteira foi reforçada com aquisições que somaram R$ 16,3 milhões, distribuídas em seis novas operações. Entre elas, destacaram-se os aportes de R$ 8,0 milhões no CRI Projetos Residenciais SP 1S, com remuneração de IPCA + 9,00% ao ano, e de R$ 2,4 milhões no CRI Canopus 30S, indexado a IPCA + 6,00%.
Também integraram as compras do fundo VGIP11 o CRI Quero Quero, com cupom de IPCA + 5,70%, no valor de R$ 2,3 milhões, o CRI Localfrio Sr, de R$ 2,0 milhões a IPCA + 6,00%, o CRI Creditas 27E, com investimento de R$ 890 mil e retorno de IPCA + 6,50%, e o CRI HBR 148S, no montante de R$ 730 mil, remunerado a IPCA + 6,00%.
O fundo imobiliário VGIP11 recebeu amortizações ordinárias e extraordinárias que totalizaram R$ 39,4 milhões no mês. O principal destaque foi a liquidação integral do CRI TMX, que respondeu por R$ 34,4 milhões desse volume.