O Fundo de Investimento Imobiliário Hedge Top FOFII 3 (HFOF11), administrado pela Hedge Investments DTVM Ltda., divulgou nesta terça-feira (13) o seu relatório gerencial do mês de março, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais.

O Hedge Top FOFII 3, iniciou suas atividades em fevereiro de 2018 e tem o objetivo de alcançar a valorização e rentabilidade de suas cotas no longo prazo através do investimento principalmente em cotas de outros Fundos de Investimento Imobiliário, com foco tanto dos rendimentos quanto dos ganhos de capital no processo de desinvestimento.

O gestor do Hedge Top FOFII 3 considerou ser “realmente é incrível como a situação não consegue evoluir positivamente no Brasil.” Além disso, destacou que os grandes problemas que o Brasil enfrenta são de conhecimento de todos, assim como o caminho para enfrentá-los.

Apesar disso, o gestor do HFOF11 diz que o Brasil está assistindo outros países buscarem soluções e projetarem números relevantes de crescimento para 2021, enquanto “ficamos sempre andando de lado, ou mesmo dando marcha à ré”, completou a Hedge Investments Real Estate Gestão de Recursos Ltda.

O Hedge Top FOFII 3 ainda destacou alguns pontos importantes sobre o cenário brasileiro, como levantando o mês de março como o pior mês da pandemia para o país. Além disso, lembrou sobre o início de uma nova etapa de pagamentos do Auxílio Emergencial no mês de abril.

HFOF11 comenta sobre a indústria de FIIs no Brasil

O HFOF11 comenta sobre a indústria de FIIs durante o mês de março, destacando que o IFIX, que é o índice dos fundos imobiliários da B3, apresentou uma retração de -1,38%, em um mês de muitas turbulências nas notícias do país, o que fez com que se acumulasse um retorno de -0,81% no ano.

Referente a novas emissões, foram captados R$ 11,5 bilhões no primeiro trimestre de 2021, um volume considerado expressivo pelo Hedge Top FOFII 3, sinalizando que as emissões de fundos imobiliários mantiveram o ritmo forte do final do ano passado nos primeiros meses deste ano. Além disso, o atual pipeline de ofertas, tem o volume de R$ 13,0 bilhões.

A maior parte do volume captado foi no segmento de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Os outros segmentos se distribuem da seguinte forma:

HFOF11 anuncia resultados e comenta sobre a indústria de FIIs em março

Portfólio do HFOF11

Durante o mês de março, o Hedge Top FOFII (HFOF11) negociou o volume de R$ 122 milhões em cotas de fundos imobiliários, sendo R$ 60 milhões em aquisições e R$62 milhões em vendas, finalizando o mês com aproximadamente 2% do patrimônio líquido em caixa.

Por classe de ativo, 98% dos recursos do Hedge Top FOFII foram alocados em fundos imobiliários, enquanto 2% estão em renda fixa. Por segmento, o portfólio do fundo se distribui da seguinte forma:

  • Corporativos - 31%;
  • Logístico-industrial - 23%;
  • Mobiliários - 18%;
  • Shoppings - 13%;
  • Agências - 9%;
  • Varejo - 5%;
  • Residencial - 1%;

Na distribuição por estratégia, o portfólio do HFOF11 é:

  • Renda - 64%;
  • Renda e ganho - 28%;
  • Ganho de capital - 9%;

Resultados e rendimentos

O HFOF entregou um rendimento médio de R$ 0,73 por cota por mês ao longo dos seus 37 meses de vida. A 1ª emissão do fundo entregou um retorno de 31,1%, que corresponde a 9,2% ao ano. Considerando todas as emissões do mercado, o retorno foi de 39,6% ou 11,5% ao ano.

No mesmo período, o desempenho do IFIX foi de 24,0% de retorno, enquanto o CDI foi de 15,3%. Importante destacar o crescimento do HFOF11, que se tornou um produto de destaque, iniciando o 1º semestre de 2021 como maior FOFII da indústria, com valor de mercado superior a R$ 2,2 bilhões. 

Isso permite que o Hedge Top FOFII 3 reduza seus custos fixos, tenha uma liquidez relevante, possua uma carteira diversificada e que possa acessar operações exclusivas. O fundo distribuirá R$ 0,56 por cota como rendimento referente ao mês de março de 2021. O pagamento será realizado em 15 de abril de 2021, aos detentores de cotas em 31 de março.

O total de receitas do HFOF11 em março foi de R$ 14,925 milhões, enquanto as despesas são de quase R$ 1,125 milhão. O resultado médio por cota é de R$ 0,64 e o volume de rendimentos totalizaram R$ 12,066 milhões.