O Fundo de Investimento Imobiliário CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11), administrado pela Credit Suisse, divulgou nesta segunda-feira (12) o seu relatório gerencial do mês de março, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais.

O gestor do CSHG Recebíveis Imobiliários destacou que o resultado do mês ocorreu por conta de 3 fatores que contribuíram para isso:

  • Pré-pagamento do CRI Perini;
  • Venda e compra do CRI JSL;
  • Negociações de FIIs no secundário;

Além disso, traz como referência da importância da gestão ativa para o resultado do HGCR11, que nos últimos 6 meses foram realizados cerca de R$ 19,7 milhões em lucros advindos da negociação ou quitação de Certificados de Recebíveis Imobiliários e FIIs, equivalente a R$1,60 por cota.

Ainda neste mês, a discussão sobre a renegociação da carência de juros e amortização continua em processo no CRI Shopping Goiabeiras, que hoje representa 0% do patrimônio líquido do CSHG Recebíveis Imobiliários

O HGCR11 destacou que o Banco Central deu início a um novo ciclo de subida dos juros durante o mês, aumentando a taxa Selic de 2,00% ao ano para 2,75% no dia 17 de março e indicando novas altas nas próximas reuniões do Copom. 

O CSHG Recebíveis Imobiliários afirma que com este movimento, pressionou-se para cima a curva de juros futuros de curto prazo, que passaram a precificar atualmente a taxa Selic em torno de 6,50% ao ano ao final de 2021 e início de 2022.

Portfólio do HGCR11

O HGCR11 teve 8 movimentações importantes durante o mês de março, entre elas:

  1. Aumento da posição em R$ 25,0 milhões no CRI JFL Ipês à taxa de IPCA+ 7,25% ao ano;
  2. Venda e recompra do CRI JSL no volume de R$ 56 milhões;
  3. Resgate antecipado facultativo total de R$ 2,5 milhões do CRI Perini;
  4. Crescimento da posição em R$ 500 mil do FII BARI11;
  5. Aumento da posição em R$ 234,2 mil do FII IRDM11;
  6. Crescimento da posição em R$ 6,0 milhões do FII SPVJ11;
  7. Aumento da posição em R$ 3,4 milhões do FII CPTS11;
  8. Vendas de R$ 12,1 milhões em cotas de FIIs;

O CSHG Recebíveis Imobiliários terminou o mês com 95,2% do patrimônio líquido alocado em ativos alvo, com a posição de CRIs distribuída em 51,6% indexada ao CDI e 48,4% indexada a índices de inflação. Em valores, essa distribuição ocorre da seguinte forma:

Resultados e rendimentos

Importante lembrar que no dia 15 de abril, será pago aos cotistas do HGCR11 em 31 de março o valor de R$ 0,68 por cota, referente aos rendimentos de março. No mês de março, a cota em bolsa ajustada por rendimentos apresentou uma variação positiva em 5,0% e nos últimos 12 meses foi de 19,5%.

No mesmo período, o CDI apresentou 0,2% no mês de variação e o desempenho do IFIX obteve queda  de -1,4%. Desse modo, os dois acumularam nos últimos 12 meses, respectivamente, 2,2% e 14,1%.

Além disso, a cota patrimonial do CSHG Recebíveis Imobiliários ajustada por rendimentos apresentou variação negativa de 0,3% no mês, principalmente por conta da abertura da curva de juros reais durante o mês de março, e em 12 meses a variação positiva em 7,8%, que corresponde a 348,8% do CDI. 

No mês de março, o volume de negociação do HGCR11 em bolsa apresentou o maior nível dos últimos 12 meses, com total negociado no valor de R$ 82,4 milhões, frente a R$ 47,6 milhões no mês de fevereiro, com uma média de negociação de R$ 3,6 milhões ao dia. 

No final de março, o  CSHG Recebíveis Imobiliários tinha 60.062 investidores, menos que em fevereiro quanto tinha 61.629. O fundo apresentou um resultado total de cerca de R$ 9,7 milhões, equivalente a R$ 0,79 por cota.

Até o final de março já havia distribuído 62,0% do resultado apurado até então no semestre, detendo ainda, R$ 14,6 milhões de resultados acumulados durante este semestre e ainda não distribuídos, número que corresponde a R$ 1,18 por cota, que deverão ser distribuídos até o mês de junho.