A Credit Suisse, gestora do CSHG Real Estate (HGRE11), comunicou nesta terça-feira (11) aos seus investidores por meio de Relatório Gerencial, sobre os resultados de abril. Além disso, os cotistas foram informados sobre os últimos acontecimentos referentes aos imóveis do fundo e o racional dos resultados do mês.

A gestão afirmou que a carteira de imóveis do HGRE11 fechou o mês de abril com 25,02% de vacância financeira e 23,42% de vacância física. Na verdade, a vacância financeira “diminuiu em relação ao mês de março devido ao aumento do aluguel total contratado do fundo e não houve alteração da área ocupada”, reforçou a Credit Suisse. 

Em relação aos resultados, a equipe gestora apontou que a distribuição será R$ 0,67 por cota que serão pagos até 14 deste mês, “sendo que o resultado distribuível do mês foi de R$ 0,50 por cota”.  Observe na tabela abaixo:

HGRE11

Detalhes sobre os imóveis do fundo

No mês de abril, houve o reajuste de aluguel da empresa TOTVS, que representa 27,5% do aluguel total contratado do fundo. 

Desta forma, o impacto deste reajuste demonstra o aumento do aluguel corporativo, que passou de R$ 87,07 em março para R$ 93,89 em abril (por metro quadrado). 

No entanto, a gestão comunicou que existe uma negociação com o locatário citado acima, “para que este reajuste seja repassado parcialmente”. Mas a gestora quer uma contrapartida, que seria “a locação de alguns espaços vagos em outro ativo do portfólio”. 

Mais recursos deverão entrar no caixa do HGRE11 este mês, com o recebimento de mais uma parcela da venda do Ed. Verbo Divino. Também, a Credit Suisse avisou estar “evoluindo com duas transações de venda, cuja previsão de assinatura do compromisso vinculante está prevista para as próximas semanas”. 

Esses recursos são importantes haja vista que o fundo não fará novas emissões de cotas nos próximos meses.

Por ora, a gestão destacou que a perspectiva é manter o patamar de distribuição em R$ 0,67 por cota, considerado pela equipe como “sustentável diante da geração de resultado atual e perspectiva para os próximos meses do fundo”. 

Desta forma, a gestão repassou aos cotistas a informação da melhoria na qualidade do portfólio do HGRE11. Os imóveis classificados como Classe AAA-A passaram de 27,6% em 2018 para 70,6% em 2021. 

No gráfico abaixo é possível analisar o portfólio completo do fundo e o peso dos ativos no patrimônio líquido:

HGRE11

Análise do mercado imobiliário 

A Credit Suisse percebeu uma leve melhora no mercado de escritórios. Prova disso foi a realização de diversas visitas aos ativos que estão vagos, com envio de algumas propostas e um contrato de locação assinado (no 7º andar da Torre Jatobá – CBOP). 

Porém, a nova locação “não alterará a vacância física do fundo dado que este andar estava ocupado pela Enel, que inclusive, notificou neste mês a devolução da área remanescente no ativo”, informou a gestora. 

A saída dessa locatária acarretará pagamento de multa rescisória de aproximadamente R$ 7,5 milhões. 

No geral, a situação de crise econômica acrescida pelo aumento do IGP-M tem causo intensos pedidos de revisão nos preços dos aluguéis. Por isso, a gestão tem analisado um a um. 

“Caso entendamos que algum tipo de concessão deve ser feita, ela deverá ser acompanhada de contrapartidas pelo locatário, que podem ser extensão contratual, endurecimento de penalidades por rescisão antecipada, aumento da área ocupada, entre outros”, informou a Credit Suisse.

Conheça o HGRE11

O CSHG Real Estate é um fundo imobiliário do tipo tijolo com foco no mercado de escritórios comerciais. 

O fundo em questão possui patrimônio líquido de R$1,99 bilhão e tem atualmente 109.764 cotistas. 

Para quem deseja investir no HGRE11, o valor patrimonial de sua cota é de R$169,21, sendo sua taxa de administração de 1,0%a.a. sobre patrimônio líquido.