A gestão do More Real Estate Fundo de Fundos (MORE11), detalhou em seu Relatório Gerencial divulgado na segunda-feira (23), a performance do fundo no mês de março. Desta forma, a More Invest Gestora de Recursos publicou os resultados do FII e descreveu a movimentação dos seus ativos.

A gestão informou que o MORE11 tem aumentado posições nos setores “mais sensíveis à covid-19”, como shoppings e escritórios, que já estão com os preços descontados. 

Por outro lado, o fundo tem sido mais cauteloso no setor de recebíveis. No entender da More Invest, “esses fundos são bem heterogêneos entre si, de forma que a sensibilidade ao nível de juros de cada um é diferente”. 

No entanto, o MORE11 tem investido em fundos que com maior risco de crédito (fundos High Yield) pois “a retomada pós pandemia deve reduzir o risco de crédito e prover ganhos para esses produtos, e fundos cujo indexador principal seja o CDI, que se beneficiam com a alta de juros”. 

Também, o MORE11 tem evitado novas alocações em fundos high grade com títulos de longo prazo.

Performance do fundo e movimento de carteira

No mercado secundário, o IFIX performou em queda -1,38%, enquanto o MORE11 retornou 1,23% em sua cota patrimonial somado aos dividendos, novamente acima do IFIX. 

Nos últimos meses temos visto a valorização da maioria dos fundos do seguimento de recebíveis imobiliários enquanto vemos a deterioração do valor de mercado dos fundos de Lajes Corporativas e de Shopping. 

Para a More Invest, “esse movimento é reflexo direto das novas restrições impostas pela segunda onda de contágio do COVID-19”. 

Com a progressão da vacinação esse movimento deve se reverter e, portanto, o fundo está posicionando sua carteira para esta suposta recuperação da economia. 

Em março, o MORE11 aproveitou para alocar os recursos da 2ª emissão de cotas do fundo. O mês iniciou com 37% de caixa e foi finalizado com apenas 13%, “sendo que tal caixa já se encontra comprometido com ofertas que estão se liquidando durante o mês de abril”, reforçou a gestão. 

Durante o mês de março foram realizadas as seguintes movimentações no fundo: 

  • Alocação no fundo BPML11, comprando o equivalente a 0,8% do fundo, aumentando nossa posição para ligeiramente acima de 5%. 
  • Aumento na posição no JSRE11 (em 1,1%) 
  • Novas compras do BRCR11 (em 1,9%). 

O racional dessas compras se relaciona diretamente ao setor de Laje Corporativa que se possui muitos fundos descontados do valor patrimonial. 

No setor de logística, foram alocados recursos em dois fundos com teses distintas: 

  • Compra de 4,3% do fundo MGLG11, o qual se encontra em período de captação da oferta restrita. 
  • Aumento de posição em 2,1% do fundo no NEWL11, via mercado secundário. 
  • Alocação de 4,3% do SPVJ11, do setor de renda urbana. A tese do fundo é a de construir ou adquirir ativos BTS (build to suit) com contratos longos para o setor varejista. 
  • Compra de 2,2% na oferta de RBRY11. 

Também o MORE11 efetuou algumas vendas, com a redução de posição tanto no URPR11 quanto no TGAR11. 

Observe no gráfico abaixo todos os ativos da carteira de FIIs do fundo:

MORE11

Resultados do MORE11 em março

Por fim, a gestora do fundo reforçou que a estratégia de distribuição de dividendos tem sido conservadora, “subindo gradualmente à medida que aumentamos a alocação”. 

Por isso, a distribuição de abril (de R$0,57 por cota) reflete a carteira que entramos em março, ou seja, com 37% de caixa.  Observe na tabela abaixo:

MORE11

A distribuição de maio deve refletir a carteira de abril, mês que estamos entrando com apenas 13% de caixa.

Conheça o MORE11

O More Real Estate Fundo de Fundos tem como objetivo auferir rendimentos e ganhos de capital na aquisição de FIIs e outros ativos ligados ao mercado imobiliário.

O fundo em questão possui patrimônio líquido de R$229 milhões e tem aproximadamente 6.230 cotistas. 

Para quem deseja investir no MORE11, o preço atual da sua cota é de R$92,50 (valor atualizado dia 26/04), sendo sua taxa de administração de 1,00%a.a. sobre patrimônio líquido ou valor de mercado do fundo se o fundo fizer parte de índice de mercado (IFIX).