O Fundo de Investimento Imobiliário More Real Estate Fundo de Fundos (MORE11), administrado pelo BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM, divulgou nesta terça-feira (23) o seu relatório gerencial do mês de fevereiro, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais.

O gestor do More Real Estate Fundo de Fundos (MORE11), que é o More Invest Gestora de Recursos, comentou a respeito da alta volatilidade e aversão ao risco no mercado local que foi visto durante o mês de fevereiro. Além disso, ressaltou que do lado internacional, as taxas de 10 anos dos juros americanos tiveram uma alta expressiva, causando uma abertura de taxas de juros ao redor do globo.

O gestor do MORE11 ainda disse que no Brasil, a interferência política do governo brasileiro na política de preços de combustíveis na Petrobras fez com que o risco país piorasse relevantemente. Destacou também que o mês de fevereiro foi de desempenho misto para os mercados.

Ainda sobre essa desempenho, lembrou que o IBOVESPA teve queda de 4,37%, enquanto o IFIX conseguiu sustentar um retorno positivo de 0,25%, já o próprio fundo do More Real Estate Fundo de Fundos teve um retorno de +0,23% no mesmo período.

O MORE11 afirmou que a composição do retorno do IFIX deixou claro que essa alta da inflação refletiu positivamente na perspectiva de dividendos da maioria dos fundos do segmento de recebíveis, que foram os principais responsáveis pelo retorno positivo no mês.

Portfólio do MORE11

O MORE11 realizou durante o mês de fevereiro às seguintes movimentações no fundo:

  • Compra de 2,5% do fundo no BPML11, aumentando a posição para 5%;

  • Compra de 4% do fundo em cotas do JSRE11. O fundo é composto principalmente por lajes comerciais bem localizadas e de alto padrão;

  • Alocação no setor de Lajes Comerciais em 6% do fundo no CORM11 (sendo 3,5% em fevereiro e 2,5% para o final de março/início de abril) através da emissão 476;

  • No setor de logística, alocou-se +2% da carteira no GALG11, aumentando a posição para 5,6%;

  • Alocação de 2% da carteira no MGCR11, fundo de recebíveis high grade da Mogno;

  • Alocação  na emissão do RECR11. O fundo conseguiu alocar apenas 1,4% do fundo, levando a posição total para 3,4%;

  • Comprometimento de 8,5% do MORE11 na emissão do BICE11;

Na alocação por segmento, o More Real Estate Fundo de Fundos distribui sua carteira da seguinte forma no mês de fevereiro:

  • Caixa - 37,89%;

  • Lajes Comerciais - 18,98%;

  • Fundos de CRI - 18,22%;

  • Fundos Estruturados - 9,42%;

  • Shopping - 7,69%;

  • Logístico - 6,13%;

  • Hotel - 2,21%;

  • Educacional -  2,15%;

  • Incorporação - 1,15%;

  • Varejo - 0,43%.

MORE11 anuncia atualização de portfólio e rendimentos de fevereiro

Resultados e rendimentos do MORE11

Os rendimentos do MORE11 em fevereiro de 2021 foram de quase R$435 mil. O ganho de capital do fundo no período foi de R$1,182 milhão. As despesas foram de R$209 mil e o resultado foi de R$1,48 milhão.

Nos resultados do mês para o More Real Estate Fundo de Fundos temos R$0,51 por cota de ganho de capital, R$0,19 em rendimentos, R$0,09 em despesas e R$0,03 com LCI e liquidez. A quantidade de cotas do fundo em fevereiro de 2021 é de 2,319 milhões.

MORE11 anuncia atualização de portfólio e rendimentos de fevereiro

O patrimônio líquido do More Real Estate Fundo de Fundos no mês de fevereiro atingiu a marca de cerca de R$233,33 milhões e o número de cotistas é de 6432. A soma do valor da cota patrimonial e os rendimentos a distribuir é de R$101,13. O dividendo no mês de março foi de R$0,52 por cota.