Fundos de CRI – O Fii que não pode faltar em sua carteira

No mercado de fundos imobiliários existem vários segmentos para investir. Dentre eles, temos os fundos de CRI, o qual iremos abordar neste artigo.

Para alguns analistas profissionais, investir em fundos de CRI pode ser a melhor opção para o investidor pessoa física.

No entanto, para falarmos de fundos de CRI, é interessante saber o que é um CRI. Eles são títulos de renda fixa, nos quais os investidores cedem seu capital com a promessa de que receberão o valor corrigido por um índice do mercado (IGP-M ou IPCA), somado a uma taxa definida no momento da aquisição do CRI.

Como surgiu os fundos de CRI

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A autorização para o investimento em títulos de dívida existe desde 2008, com a instrução CVM 472.

Ela permite que os fundos invistam em diversos ativos de base imobiliária, incluindo títulos de dívida, como os CRIs.

Entretanto, a atratividade para o crescimento desse seguimento de FIIs veio em 2009, com a Lei 12.024.

Essa lei isentou os fundos imobiliários de imposto de renda para aplicação em títulos de dívida imobiliária.

Por isso, atualmente, temos dezenas de fundos de papel em negociação na B3 e o Fundo Imobiliário com o maior patrimônio líquido é um fundo de CRI (KNCR11 - Kinea Rendimentos Imobiliários).

Seu portfólio é dedicado ao investimento em ativos de renda fixa de natureza imobiliária, especialmente em:

Fundos de CRI – Entenda como funciona

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Os fundos de CRIs são fundos que investem majoritariamente em recebíveis imobiliários.

Esses recebíveis são os investimentos de renda fixa voltados ao setor imobiliário, como o próprio CRI, LCI e LH.

A carteira desses fundos naturalmente é formada pelos CRIs, que são títulos emitidos por empresas não financeiras para financiar projetos imobiliários.

Além disso, por ser um título de renda fixa que apresenta maior risco, suas taxas de rentabilidade também costumam ser mais elevadas.

Por outro lado, através desses fundos, é possível investir em CRIs de maneira mais diversificada, pois cada FII tem vários CRIs em sua carteira, o que faz diminuir muito o risco.

Os FIIs também são uma boa alternativa para quem não quer ficar com o dinheiro preso por um tempo determinado, já que, havendo liquidez, você pode vender suas cotas.

Em contrapartida, existe também o lado negativo onde, por investir em renda fixa e ter que distribuir 95% do lucro, o fundo praticamente não sofre alteração em seu patrimônio.

Consequentemente, a cotação sempre ficará muito próxima do preço de emissão, podendo variar muito pouco acima ou abaixo do seu valor patrimonial.

Por isso, para aumentar seu patrimônio nesse tipo de fundo, é obrigatório o reinvestimento.

Alguns exemplos de fundos de papel são:

  • MXRF11 Maxi Renda
  • VRTA11 Fator Verita
  • KNIP11 Kinea Índice de Preços
  • REIT11 Socopa Fundo de Investimento Imobiliário
  • BBIM11 BB Recebíveis Imobiliários
  • IRDM11 Iridium Recebíveis Imobiliários
  • CPTS11B BTG Pactual Crédito Imobiliário
  • BCRI11 Banestes Recebíveis Imobiliários

Fundos de CRI – Considerações

Inegavelmente, para escolher um bom FII, é recomendado analisar sua performance desde seu IPO.

Além disso, é importante conhecer a gestão e a composição do fundo escolhido.

Por fim, esses são apenas uns dos vários indicadores que precisam ser analisados nos fundos de CRI. Por isso, se Você deseja saber mais sobre essa modalidade de investimento, acesse nossos artigos e fique por dentro da classe de investimentos que mais cresce no Brasil.

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Desenvolvedor de conteúdos

Formado em Engenharia de Produção pela FAACZ, com experiência de mais de 5 anos no mercado financeiro do Brasil. Investidor e desenvolvedor de conteúdos sobre o mercado imobiliário, economia e investimentos.

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