PSEC11 eleva projeção de dividendos para o 3º trimestre; veja o novo patamar
O fundo imobiliário PSEC11 apurou resultado de R$ 9,329 milhões em junho, a partir de receitas que somaram R$ 12,32 milhões no período.
Por cota, o resultado distribuível ficou em R$ 0,51. As receitas recorrentes contribuíram com R$ 0,64 por cota, puxadas pelos rendimentos de FIIs, que aportaram R$ 0,40, e pelos CRIs, responsáveis por R$ 0,24 em juros e correção monetária.
As vendas de FIIs feitas no mês tiveram efeito negativo de R$ 0,12 por cota. A gestão classifica esse valor como custo tático de curto prazo, ligado ao processo de rotação da carteira e ao reposicionamento em crédito.
Mesmo com o resultado menor, a distribuição foi mantida em R$ 0,55 por cota, o equivalente a R$ 10,119 milhões, paga em 15 de julho.
Para bancar a diferença, os rendimentos do PSEC11 consumiram parte da reserva, que encerrou junho em R$ 0,15 por cota.
Guidance maior para o terceiro trimestre no PSEC11
A gestão anunciou uma elevação na projeção de pagamentos. O guidance para o terceiro trimestre de 2026 subiu para R$ 0,60 por cota.
Segundo o fundo imobiliário PSEC11, o novo patamar não é um ajuste pontual, mas reflexo da maturação da estratégia que vem sendo executada nos últimos meses, marcada pela rotação disciplinada da carteira de FIIs e pelo aumento da exposição a crédito.
A gestão afirma que seguirá com as vendas graduais de FIIs listados, reafirmando o caráter multiestratégia do fundo e buscando uma carteira com maior previsibilidade e recorrência de fluxos.
A principal alocação do mês foi a integralização de mais de R$ 40 milhões no CRI Dall, contratado a uma taxa de CDI + 4,50% ao ano.
A operação financia a construção de um empreendimento residencial vertical na Praia Brava, em Santa Catarina, incorporado pela Dall Incorporadora, com valor total de emissão de R$ 350 milhões.
O pacote de garantias reúne alienação fiduciária do terreno e das unidades futuras do empreendimento, alienação fiduciária de um terreno adicional, alienação fiduciária das cotas da SPE, cessão fiduciária de recebíveis, aval dos sócios e fundo de reserva.
Possível consolidação entre PSEC11 e RBRX11
Nos bastidores, o Patria avalia uma reorganização de sua plataforma de fundos multiestratégia, com um possível movimento de consolidação entre o RBRX e o FII PSEC11.
Os dois vêm convergindo para o mesmo desenho de portfólio, com cerca de 50% em CRIs de forma direta, aproximadamente 20% em ativos de curva J, que abrangem teses de desenvolvimento e equity preferencial, e de 20% a 30% em estratégias oportunísticas, no secundário ou em originação primária.
Nessa comparação, o RBRX aparece mais aderente ao portfólio-alvo e tem mandato mais amplo, o que o posiciona como veículo consolidador da estratégia.
Para a gestão, a proximidade entre as teses cria terreno favorável a uma consolidação, com benefícios para os investidores dos dois lados, incluindo os do PSEC11.