RVBI11: patrimônio líquido pode ultrapassar R$ 750 mi com consolidação de 4 FIIs

O fundo imobiliário RVBI11 divulgou informações aos investidores em relatório de gestão referente a dezembro de 2023

RVBI11: patrimônio líquido pode ultrapassar R$ 750 mi com consolidação de 4 FIIs

O fundo imobiliário RVBI11 pode apresentar um patrimônio líquido de mais de R$ 750 milhões assim que concluir a incorporação dos ativos dos FIIS BLMR11, BLMC11, MORE11 e MORC11,com a emissão de novas cotas. Com essa movimentação, a projeção de liquidez do fundo pode chegar a cerca de R$ 1,8 milhão por dia.

De acordo com relatório gerencial do FII RVBI11, a aquisição dos ativos com pagamento em cotas e as alterações no regulamento permite a alocação de até 100% dos ativos em instrumentos financeiros com lastro imobiliário, incluindo os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) entre outros. Os investidores dos quatro ativos dos FIIs aprovaram a operação em assembleia.

Além disso, o fundo ainda prevê a alteração do nome para VBI REITS Multiestratégia, com a manutenção do código de negociação RVBI11. “Estas pautas tem como objetivo aumentar o patrimônio líquido do fundo sem custos ao cotista, aumentar a flexibilidade de alocação, ampliar a liquidez e potencialmente reduzir a volatilidade das cotas do RVBI no mercado secundário”, destacou a gestão no documento.

O que esperar do FII RVBI11 em 2024?

O fundo RVBI11 avaliou o momento atual como uma inflexão do mercado que poderá possibilitar ganhos de capital significativos nos fundos de tijolo, que ainda encontram-se descontados em relação ao valor.

Com isso, o fundo imobiliário destacou que perfil de alocação e a estratégia se manterão. “Nos fundos de tijolo manteremos o caráter rigorosamente fundamentalista de alocação, enquanto nos fundos papel e alocação direta em CRI, agora sem limitação percentual da carteira, seguiremos buscando a otimização da relação risco e retorno de ativos com dividend yield mais elevado – sem abrir mão da ênfase na qualidade do lastro imobiliário”, disse.

No mercado secundário, o RVBI11 destacou ainda enxergar um espaço para alocações convidativas em fundos de CRI, uma vez que boa parte destes fundos encontram-se abaixo do valor patrimonial por conta da redução pontual de rendimentos ao longo de 2023. Para eles, isso é consequência do IPCA mais baixo, o que possibilita taxa real de carrego convidativa.

Diante disso, caso o cenário de queda dos juntos se concretize, RVBI11 projeta uma valorização dos ativos de risco em função da queda da rentabilidade da referência livre de risco, bem como estímulo à atividade econômica. “Em nossa visão, é gatilho para valorização dos ativos capazes de gerar renda crescente acima da inflação – ao longo do tempo – foco da nossa alocação fundamentalista”, acrescentou.

O FII RVBI11 possui atualmente 12.293 cotistas. Com a movimentação, o fundo projeta que o número eleve para, aproximadamente, 55 mil.

foto: Vanessa Loiola
Vanessa Loiola

Jornalista formada pela PUC-SP e pós-graduanda em jornalismo de dados, automação e data storytelling pelo Insper. Possui experiência na cobertura das editorias de economia, finanças, bolsa de valores, política, setor elétrico, eletromobilidade e entretenimento.

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