RZAG11 leva a cotistas proposta para ampliar ativos elegíveis do Fiagro

RZAG11 leva a cotistas proposta para ampliar ativos elegíveis do Fiagro
RZAG11 leva a cotistas proposta para ampliar ativos elegíveis do Fiagro (Foto: Pexels/Freestocks)

O RZAG11 (Riza Agro Fiagro) convocou seus cotistas para deliberar sobre uma proposta de alteração da política de investimentos do fundo. A matéria integra a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) convocada pela administração, cuja consulta formal será encerrada em 13 de julho.

A proposta prevê a ampliação do conjunto de ativos elegíveis para investimento pelo Fiagro. Atualmente, o fundo possui atuação concentrada em operações de crédito ligadas ao agronegócio, especialmente por meio de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).

O que pode mudar no RZAG11

Caso a proposta seja aprovada pelos cotistas, o RZAG11 poderá investir em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) relacionados a imóveis rurais ou a cadeias agroindustriais, Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs), Cédulas de Produto Rural com Liquidação Financeira (CPR-Fs), Certificados de Depósito Agropecuário (CDAs), Warrants Agropecuários (WAs), Cédulas Imobiliárias Rurais (CIRs), além de outros direitos creditórios vinculados ao agronegócio.

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A proposta também prevê a possibilidade de aquisição de cotas de outros Fiagros.

Segundo a documentação submetida à assembleia, a alteração tem como objetivo incluir esses ativos entre aqueles permitidos pela política de investimentos do fundo, dependendo da aprovação dos cotistas.

A proposta não prevê mudanças imediatas na composição da carteira do RZAG11, mas altera os ativos que poderão ser adquiridos pelo fundo futuramente, observadas as condições previstas em regulamento e a estratégia adotada pela gestão.

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Como está a carteira atualmente

A proposta ocorre em um momento em que o RZAG11 apresenta elevado nível de alocação dos recursos captados. Segundo dados divulgados pela gestão referentes ao mês de abril, aproximadamente 95,4% do patrimônio líquido do fundo estava investido.

A carteira permanecia integralmente indexada ao CDI, refletindo o perfil das operações atualmente mantidas pelo Fiagro.

Do total investido, cerca de 82% estavam alocados em operações de longo prazo e 14% em operações de custeio de safra. Os 4% restantes permaneciam em caixa.

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Em relação às garantias, aproximadamente 89% da carteira contavam com aval e alienação fiduciária de terras. Na distribuição por segmentos, a cadeia da soja representava 43% do portfólio, seguida por sementes de soja, milho, algodão e outras culturas agrícolas.

RZAG11 distribuiu R$ 0,12 por cota em abril

Em abril, o RZAG11 registrou resultado de R$ 8,03 milhões, segundo relatório divulgado pela gestão. No período, o Fiagro distribuiu R$ 0,12 por cota aos investidores, valor que correspondeu a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,28%, considerando a cotação utilizada pelo fundo no cálculo.

A eventual aprovação da nova política de investimentos não altera automaticamente os rendimentos distribuídos aos cotistas. A medida trata da ampliação dos ativos elegíveis para investimento pelo Fiagro RZAG11, ficando eventuais alocações sujeitas às decisões futuras da gestão e às condições de mercado.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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