SNEL11 avança operacionalmente e lucra R$ 12 milhões em janeiro 

SNEL11 avança operacionalmente e lucra R$ 12 milhões em janeiro 
SNEL11 amplia receita imobiliária e energia gerada em agosto. Foto: Freepik

O fundo imobiliário SNEL11 apresentou em janeiro um conjunto de avanços operacionais que vão além da distribuição de rendimentos, com destaque para a evolução dos projetos em carteira e aumento da liquidez no mercado secundário.

O período foi marcado pela melhora no cenário energético, com o retorno da bandeira verde, impulsionado pela recuperação de 9,6% no nível dos reservatórios. Apesar de oscilações recentes, os níveis seguem acima da média histórica, o que contribui para um ambiente mais favorável ao setor.

No campo operacional, um dos destaques foi o avanço da usina UFV Itabira, que entrou em fase de ramp-up comercial após a substituição do antigo inquilino. O ativo encerrou dezembro com cerca de 41% de vacância, mas vem apresentando ritmo relevante de ocupação, enquanto o fundo já recebeu aproximadamente 47% do valor relacionado à multa e valores em aberto da rescisão contratual anterior.

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Outro ponto relevante foi o início da geração de receitas em projetos como São Bento Abade, que atingiu cerca de 29% do consumo contratado, permitindo o início do recebimento de aluguéis. O ativo também apresentou evolução consistente no ramp-up técnico, com desempenho próximo ao projetado.

No consolidado, o fundo registrou resultado distribuível de aproximadamente R$ 12 milhões em janeiro, refletindo a combinação entre expansão operacional e receitas contratuais dos ativos em carteira.

SNEL11: expansão operacional sustentam nova fase 

A carteira do SNEL11 segue em processo de maturação, com diferentes projetos em fases distintas de desenvolvimento. No portfólio operado pela NUV Energia, a ocupação comercial ponderada atingiu cerca de 26%, com destaque para ativos como Mundo Melhor e São Bento Abade, que já alcançam níveis próximos de 30%.

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Projetos mais recentes, como Catena e Malbec, ainda estão em estágio inicial de comercialização, mas já apresentam evolução gradual na alocação de clientes. A estratégia da gestão é acelerar o processo de ocupação, o que tende a ampliar a geração de caixa ao longo dos próximos meses.

Liquidez do fundo apresenta avanço 

No mercado secundário, o fundo também apresentou avanço relevante. O volume negociado superou R$ 45,1 milhões no mês, com média diária acima de R$ 2,1 milhões, reforçando o aumento de liquidez das cotas.

Em termos de performance, o retorno total do fundo foi de 1,75% no mês, superando indicadores como o CDI e o IPCA no período. Já a distribuição de rendimentos foi de R$ 0,10 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de aproximadamente 14,88%.

Guidance do SNEL11

Para o primeiro semestre de 2026, a gestão projeta rendimentos entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota, com potencial de variação atrelado principalmente à evolução dos projetos em ramp-up, reajustes tarifários e entrada de novos ativos em operação.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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