TGAR11 fecha mês com lucro milionário e dividend yield bate 14,91%
O fundo imobiliário TGAR11 fechou o mês de outubro com resultado de R$ 25,21 milhões, sustentado principalmente pelo desempenho da carteira de equity e pela gestão ativa das operações de crédito. No período, o fundo manteve a distribuição de R$ 1,00 por cota, equivalente a um dividend yield mensal de 1,17%, ou 14,91% em termos anualizados.

No acumulado dos últimos 12 meses, o TGAR11 distribuiu R$ 12,25 por cota. No mercado secundário, as cotas do fundo registraram valorização de 1,78% em outubro, considerando o preço ajustado pelos rendimentos.
A composição das receitas no mês evidencia o peso da estratégia de desenvolvimento imobiliário. A classe de equity respondeu por 76,06% das receitas do fundo, enquanto a carteira de crédito contribuiu com 16,26%.
Do ponto de vista operacional, no segmento de urbanismo, foram comercializadas 241 unidades, com um valor geral de vendas (VGV) de R$ 24,39 milhões. Já nos projetos da Cipasa, incluindo o empreendimento Nova Colorado, o fundo registrou a venda de 45 unidades, totalizando R$ 12,91 milhões em VGV.
A área de incorporação também apresentou avanço, com a venda de 42 unidades, que somaram R$ 18,40 milhões em VGV. No segmento de multipropriedade, foram comercializadas 202 frações, resultando em R$ 12,59 milhões em VGV vendido, reforçando a contribuição da carteira de equity para o resultado mensal.
TGAR11: operações de crédito ganham destaque
Além do desempenho dos projetos imobiliários, a gestão do TGAR11 manteve atuação ativa na carteira de crédito. Em outubro, o fundo realizou a venda de nove operações, totalizando R$ 73,76 milhões, em uma estratégia de reciclagem de ativos e realização de ganhos.
Entre as operações alienadas estão CRIs das séries New York, Maranhão, Gran Paradiso, Yes, Vangarden, Grupo Cem, Arvorys da Vila, Buena Vista e Canopus II, envolvendo tanto tranches seniores quanto subordinadas, distribuídas em diferentes perfis de risco e estruturas.
No lado das aquisições, o fundo investiu R$ 9,18 milhões na compra de seis operações já presentes no portfólio, reforçando posições consideradas estratégicas. As novas alocações foram realizadas com taxa média ponderada composta por IPCA + 13,41% ao ano e CDI + 4,00% ao ano, refletindo o atual patamar de spreads no mercado de crédito imobiliário.