O TORD11 divulgou relatório gerencial referente a fevereiro de 2021, para comunicar aos cotistas os resultados do fundo.

O fundo imobiliário gerido pela Hectare Capital tem foco no investimento de ativos imobiliários, incluindo renda fixa por crédito privado, fundos e ações ou cotas de empreendimentos.

Números de fevereiro

Em fevereiro, o TORD11 distribuirá aos seus cotistas R$0,12 por cota, referente ao resultado do mês e parte do resultado de janeiro não distribuído.

Assim, este valor representa um dividend yield de 1,15% sobre a cota patrimonial, que encerrou 26/02/2021, a R$10,41.

A rentabilidade equivale a 153,36% do rendimento do Benchmark no período, e é isenta de imposto de renda para pessoa física.

Dessa forma, desde a sua estreia no mercado secundário, em abril de 2020, o fundo distribuiu dividendos equivalentes a 17,6% de seu patrimônio líquido médio.

É importante destacar que o resultado negativo contábil do período se deve ao aumento da taxa das notas do tesouro nacional da série B, NTN-B.

Isso porque o índice diz respeito à marcação de preço dos ativos indexados pelo IPCA, os quais resultaram na redução do preço unitário dos certificados de recebíveis imobiliários - CRIs.

O TORD11 na bolsa de valores

No mais, as adesões de cotistas ao fundo continuam crescendo.

A gestão aponta um aumento de 37,5% em relação ao mês anterior, fechando o mês com 36.337 cotistas, sendo 99,84% pessoas físicas.

Concomitantemente ao crescimento de adesões, a liquidez média diária subiu 11,5%, alcançando o valor de R$2,5 milhões por dia.

Ou seja, as cotas do TORD11 tem sido negociadas de maneira positiva na bolsa de valores.

Por sua vez, as despesas da 3ª emissão de cotas do fundo totalizaram R$598 mil, já pagos integralmente, que representam pouco menos de 1% sobre o valor total captado.

Alocações

Além disso, o relatório traz as principais aquisições e aportes do fundo, quais sejam:

  • A compra do CRI Gran Viver Subordinada, negociada com desconto de 65% sobre o valor do preço unitário na curva, resultando em uma taxa de juros ajustada de IPCA+30,0% a.a.;
  • Aumento na posição do CRI GPK Sênior; e
  • Aportes pontuais (cash-in) nos equities e nos fundos já presentes na carteira;

Dessa forma, a composição da carteira do fundo no final de fevereiro é 49,6% de CRIs, 35% de equities, que dizem respeito a participações societárias em empreendimentos de fato, 15,2% em FIIs e apenas 0,2% em caixa.

Além disso, do patrimônio alocado em CRIs, 77,4% está indexado ao IPCA e 22,6% ao IGP-M. A taxa ponderada média destes CRIs é de 13,3% a.a. mais o índice de inflação.

Emissão de cotas

Ainda, em fevereiro iniciou-se a 4ª Emissão de Cotas do TORD11, exclusivamente para os cotistas posicionados no fechamento do dia 18/02/2021.

A partir de um fator de proporção de 1,04464046598852, disponibilizou-se o aumento de 14.150.944 cotas ao preço unitário de R$10,60/cota, representando um resultados financeiro de R$150.000.006,40.

Portfólio

A atual locação de recursos  do TORD11 pode ser ilustrada conforme o gráfico abaixo.

TORD11 divulga relatório gerencial de fevereiro de 2021

Assim, o relatório traz destaque para a situação de investimento nos equities, que dizem respeito às participações societárias diretas dos empreendimentos relacionados, quais sejam:

TORD11: Ondas Praia Resort

O Ondas Praia Resort atingiu a marca de 95% de vendas da carteira e 97,13% de entrega das obras no mês.

TORD11 divulga relatório gerencial de fevereiro de 2021

Com as obras progredindo aceleradamente, mesmo no contexto da pandemia, estima-se que o empreendimento seja entregue aos clientes em abril, iniciando as operações e implantação do condomínio.

TORD11: Maikara Beach Resort

As obras no Makaira Beach Resort também progrediram, permitindo o reinício total das operações e implantação do condomínio nos próximos meses.

Com as reduções adicionais nos custos de obras e despesas financeiras, espera-se que o empreendimento tenha resultado positivo ainda no primeiro semestre de 2021.

TORD11 divulga relatório gerencial de fevereiro de 2021

Apesar do impacto da pandemia durante o ano de 2020 ter sido mitigado pelas atividades da gestão, a sua continuidade deverá apresentar riscos adicionais principalmente ao portfólio de equity, o que pode acarretar em mudanças nos planos de negócios do TORD11.