VRTA11 desfaz de ativos em troca de cotas do TRXF11; veja o resultado

VRTA11 desfaz de ativos em troca de cotas do TRXF11; veja o resultado
VRTA11 amplia exposição ao TRX com subscrição de R$ 48,5 mi - Foto: Pixabay

O fundo imobiliário VRTA11 (Fator Verità) ampliou sua exposição a cotas de outros FIIs em dezembro de 2025 ao subscrever 484.637 cotas do TRXF11, operação que totalizou aproximadamente R$ 48,5 milhões, conforme informações do relatório gerencial mensal divulgado pelo fundo.

Segundo a gestora, o fundo aproveitou a oferta do TRXF11 “para vender ativos ilíquidos e com baixo rendimento para
fazer a alocação de CRIs com taxas maiores e diversificação de indexadores”. Em contrapartida, o VRTA11 recebeu cotas do FII gerido pela TRX, sendo que a maioria foi vendida a mercado.

Os ativos da carteira negociados foram os CRIs Copagril 204, 206 e 207, Creditas (Sênior e Mezanino) e GPA
TRX, que possuíam, juntos, taxa média ponderada de IPCA+7,30% a.a.. Ao vender as cotas do TRXF11 após a emissão, o VRTA11 terá uma liquidez próxima a R$ 45 milhões. Ainda faltam R$ 5 milhões em cotas que serão vendidas nos próximos meses.

A operação citada integra o conjunto de movimentações realizadas ao longo do mês e está alinhada às diretrizes previstas no regulamento do fundo, segundo o documento.

Aquisições de CRIs marcaram o período

Ao longo de dezembro, o VRTA11 também realizou novas aquisições de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). O fundo efetuou aportes adicionais de R$ 5,6 milhões no CRI Guestier, com remuneração de IPCA + 12% ao ano, e de R$ 1,9 milhão no CRI Summus, indexado a IPCA + 11,5% ao ano.

Além disso, adquiriu R$ 8 milhões do CRI Evoke, remunerado a CDI + 4,5% ao ano e com vencimento em dezembro de 2030, e investiu R$ 20,5 milhões no CRI OR Loteamentos, cuja remuneração é de IPCA + 12,5% ao ano e vencimento previsto para dezembro de 2037. As operações envolveram ativos com diferentes indexadores e prazos, conforme detalhado no relatório gerencial.

Compras e vendas do VRTA11 somam R$165,6 mi

No mesmo período, o VRTA11 também realizou vendas de ativos e resgates antecipados como parte das movimentações de carteira. Segundo o relatório gerencial, as compras efetuadas em dezembro — que incluem aquisições de CRIs e a subscrição de cotas do TRXF11 — totalizaram cerca de R$ 84,5 milhões.

Já as vendas e resgates antecipados somaram aproximadamente R$ 81,1 milhões, abrangendo a alienação de diferentes CRIs, a venda de cotas de outro fundo imobiliário e o resgate antecipado integral do CRI WT Morumbi. Com isso, o volume financeiro total das operações de compra e venda realizadas pelo fundo no mês atingiu R$ 165,6 milhões.

Segundo o relatório, as movimentações realizadas ao longo de dezembro não implicaram alteração nas diretrizes estabelecidas no regulamento do FII, permanecendo a estratégia do fundo conforme previamente definida. Os dividendos do VRTA11 foram de R$ 0,85 por cota.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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