IFIX afunda com impacto de “tarifaço” e tem maior queda desde janeiro
IFIX teve maior recuo para um só dia desde janeiro, e fecha começo de abril com quatro dias consecutivos de queda.


O IFIX fechou nesta sexta-feira (4) em 3.279,91, queda de 0,76% em relação à véspera. Foi o maior recuo para um só dia desde 8 de janeiro, quando o mercado havia caído 0,94% na comparação com o dia anterior.

O resultado, que veio após três resultados negativos de menor intensidade desde a virada do mês, encerrou a pior semana desde fevereiro para o índice de FIIs, com acumulado negativo de 0,66%. A última semana com resultado no vermelho havia se encerrado em 7 de fevereiro, com queda de 0,44%.
Ainda que o setor imobiliário tenha pouca relação com o comércio exterior, o movimento parece ter acompanhado, em menor grau, a queda do Ibovespa e dos mercados de renda variável em todo o mundo, na esteira da reação da China ao “tarifaço” de Donald Trump.
Na quarta-feira (2), o presidente dos Estados Unidos anunciou uma série de tarifas de importação – no caso da China, de 34%. Nesta sexta, como retaliação, o governo chinês anunciou que, em política de reciprocidade, aplicará a mesma taxa para a importação de produtos norte-americanos.
Os mercados reagiram negativamente, com o temor de que uma eventual guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo na atualidade possa provocar uma desaceleração econômica que leve a um cenário global de recessão. Assim, o petróleo caiu fortemente, assim como as bolsas ao redor do mundo. “A reação da China criou uma confusão generalizada no mercado”, afirmou Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
Na semana que vem, o mercado de FIIs deve ter movimentação mais forte com o início do pagamento dos dividendos, já a partir de segunda-feira (7) e com mais intensidade ao longo da semana.
IFIX – resumo do dia 04/04/2025
- Fechamento: 3.279,91 pontos (-0,76%)
- Mínima: 3.273,53
- Máxima: 3.309,53
- Acumulado da semana: -0,66%
- Acumulado do mês: -1,00%
- Acumulado do ano: +5,25%
Confira principais altas e baixas do pregão
O CYCR11, fundo imobiliário de recebíveis da Cy Capital, teve a maior alta do dia: subiu 1,04%, cotado a R$ 8,71. O BTAL11, FII de logística voltada ao agronegócio do BTG Pactual, fechou em alta de 0,72%, a R$ 72,50.
Na outra ponta, o RBFF11, FOF da Rio Bravo, liderou as quedas, com recuo de 4,49% e fechamento a R$ 49,00. O PATL11, fundo de logística do Patria, caiu 3,52%, cotado a R$ 46,00 ao fim do pregão.
Entre os FIIs mais populares, o MXRF11 subiu 0,11%, a R$ 9,03, enquanto o CPTS11 caiu 0,42%, para R$ 7,18. O VGIR11 surpreendeu com negociação acima da média, com mais de 1,3 milhão de cotas, o triplo de sua média em março, e terminou o dia em queda de 1,04%, cotado a R$ 9,51.
O IFIX é o principal índice do mercado de FIIs e tem sua carteira teórica renovada a cada quatro meses pela B3. Entre os indicadores para que um fundo imobiliário seja selecionado estão valor patrimonial, regularidade no pagamento de dividendos e liquidez das cotas. A atual composição da carteira, com 117 fundos imobiliários, valerá até 2 de maio.