XPLG11, SNEL11, RBRX11 e NUIF11 estão entre os destaques do Bom Dia FIIs (18/11)

XPLG11, SNEL11, RBRX11 e NUIF11 estão entre os destaques do Bom Dia FIIs (18/11)
Ativo do XPLG11 em Extrema (MG) - Foto: Divulgação

Os fundos imobiliários XPLG11, SNEL11 e RBRX11, o FI-Infra NUIF11 e o Fiagro RURA11 estão entre os destaques do mercado desta terça-feira (18), dia seguinte a uma sessão de oscilação do IFIX, que fechou em queda mínima na sessão desta segunda (17), a primeira após a máxima histórica registrada na sexta-feira (14). 

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O resultado ficou em 3.616,49 pontos, queda de 0,01%, apenas 0,23 ponto abaixo do recorde anotado no pregão anterior. A cotação oscilou nos dois sentidos ao longo do dia, alternando-se em torno do patamar da véspera. O índice de FIIs abriu o pregão em alta e passou dos 3.620 pontos, mas logo recuou e entrou em patamar negativo por volta das 11h30. 

Depois de uma hora, IFIX voltou a subir, mas não sustentou a valorização e voltou a entrar no vermelho na última hora de sessão, fechando praticamente estável, a 0,006% abaixo do resultado anterior.

Para o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, os FIIs estão sendo impactados positivamente pela desaceleração do IPCA, o índice oficial de inflação do país, que registrou alta de 0,09% em outubro, abaixo do esperado pelo consenso do mercado. 

O resultado vem ao encontro das projeções que apontam a queda da Selic a partir do primeiro trimestre do ano que vem, embora alguns números dos núcleos ainda estejam sob pressão. “Tudo se encaminha para que essa queda possa acontecer, embora o Banco Central continue se mostrando bastante rigoroso”, avisa o especialista.

Confira as principais notícias dos fundos imobiliários:

SNEL11 alcança 55 mil cotistas e reforça atração do mercado por soluções ambientais concretas

O SNEL11, fundo imobiliário da Suno Asset que investe em usinas fotovoltaicas, alcançou na semana passada a marca de 55 mil cotistas. A marca simbólica é vista pela gestão como mais um sinal positivo de reconhecimento do mercado a soluções ambientais concretas.

Em meio a intermináveis debates na COP-30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, realizada em Belém (PA), o capital dá um sinal de que, mais do que discursos e metas difusas, está mais interessado em ativos capazes de entregar melhorias reais para o meio ambiente, além de retorno para os investidores.

Outro sinal positivo desse interesse do mercado é que nesta segunda-feira (17) o SNEL11 voltou a renovar sua máxima histórica, ajustada por dividendos. Foi o primeiro pregão após a Data Com, que definiu os beneficiários dos dividendos de R$ 0,10 por cota, que serão pagos no próximo dia 25, valor mantido pelo 17º mês consecutivo.

RBRX11 anuncia dividendos de R$ 0,09 por cota, com yield de 1,14% no mês

O fundo imobiliário RBRX11, da RBR Asset, anunciou a distribuição de R$ 0,09 por cota referente aos dividendos com data-base de 14 de novembro. O pagamento será realizado no dia 25 de novembro. Considerando o preço de fechamento de outubro, de R$ 7,84 por cota, o dividendo representa um dividend yield de aproximadamente 1,14% no mês.

O fundo está na fase final de incorporação do patrimônio do RBRF11, o fundo de fundos (FOF) da gestora, que deixou de ser negociado no início de outubro e já suspendeu também o pagamento de dividendos. O encerramento definitivo do RBRF11 está previsto para dezembro, quando serão realizados o pagamento do caixa remanescente e a entrega das cotas do RBRX11, em proporção ainda a ser informada pela gestora.

A consolidação elevará o patrimônio líquido do RBRX11 para cerca de R$ 1,47 bilhão, distribuído entre mais de 130 mil cotistas. O fundo resultante terá maior liberdade na gestão da carteira e melhores condições de acesso ao mercado imobiliário, com perspectiva de aumento na liquidez no mercado secundário.

NUIF11: FI-Infra registra yield anual de 15,2% após mês de volatilidade no crédito

O fundo de infraestrutura (FI-Infra) NUIF11, da Nu Asset, distribuiu R$ 1,10 por cota em dividendos na última sexta-feira (14), o que representa um dividend yield anualizado de 15,2% sobre a cota de mercado de 31 de outubro — equivalente a 109% do CDI com gross-up. Nos últimos 12 meses, o fundo já acumulou R$ 13,40 em proventos, ou 136% do CDI ajustado.

A divulgação ocorre após um mês marcado por forte correção no mercado de crédito. Segundo a gestora, a indústria foi diretamente impactada pela não aprovação da Medida Provisória 1.303, que tratava da possível tributação das debêntures incentivadas. Com a MP rejeitada, o NUIF11 segue isento de tributação tanto no ganho de capital quanto na distribuição de rendimentos para pessoas físicas.

A reversão do cenário regulatório provocou abertura dos spreads de crédito em até 50 bps, após meses de compressão impulsionada pela corrida de investidores antes da possível tributação. Para o fundo, isso se traduziu em uma correção pontual: o componente de spread e trading impactou negativamente a carteira em -1,6% no mês, resultando em uma performance de -0,8%, enquanto o IMA-B avançou 1,0%.

No ano, o NUIF11 acumula retorno patrimonial de 13,9%, equivalente a IMA-B + 3,1%. Com a volatilidade, a gestora optou por não realizar novas alocações em outubro e manteve 10% do portfólio em liquidez.

RURA11 anuncia maior lucro em 10 meses e mantém valor de dividendos

O Fiagro RURA11 registrou um resultado contábil de R$ 21,7 milhões em outubro, valor que não apenas superou os R$ 20,8 milhões observados no mês anterior, como também é o melhor patamar dos últimos dez meses. O aumento no resultado foi puxado pelas receitas, que atingiram R$ 23,8 milhões no período.

A distribuição de dividendos do RURA11 permaneceu estável, com o pagamento de R$ 0,11 por cota aos investidores. A quantia equivale a um dividend yield (DY) anualizado de 13,6% sobre a cota patrimonial e de 17,2% considerando a cotação de mercado de outubro. Ao fim de setembro, o lucro contábil acumulado somava R$ 24,4 milhões, representando R$ 0,152 por cota.

O RURA11 encerrou outubro com 92% de seu patrimônio voltado a operações de crédito do agronegócio. A gestão reforça que o portfólio continua pulverizado, reunindo 64 devedores distribuídos entre diversas culturas e regiões brasileiras.

XPLG11 mantém valor de dividendos, mesmo com queda no lucro líquido

O fundo imobiliário XPLG11 apresentou em outubro, solidez na distribuição apesar da queda no resultado base. O fundo registrou R$ 25,466 milhões de lucro líquido, ante R$ 31,04 milhões no mês anterior. As receitas totais atingiram R$ 30,44 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 4,974 milhões.

A política distributiva manteve-se consistente: o fundo destinou R$ 25,564 milhões em proventos, equivalentes a R$ 0,82 por cota no período. Considerando a cotação de fechamento de R$ 101,89 em outubro, os dividendos do XPLG11 tiveram um yield anualizado de 9,66%, reforçando a atratividade do fluxo de caixa do portfólio. O pagamento foi realizado no último dia 14.

O NE Logistic FII, veículo de propriedade integral do XPLG11, segue como componente estratégico na estrutura do fundo, contribuindo para diversificação e governança operacional. A gestão indicou que a disciplina na alocação e no controle de despesas permanece como prioridade, mitigando oscilações de curto prazo no resultado.

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foto: Fernando Cesarotti
Fernando Cesarotti
Editor

Jornalista, editor do FIIs.com.br. Graduado em Jornalismo pela Unesp, com pós-graduação em Jornalismo Literário, com 25 anos de experiência em coberturas de economia, política e esportes. Passagem também pelo meio acadêmico, como professor universitário em cursos de Comunicação e líder de empresa júnior.

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