SNCI11 reduz alavancagem ao menor nível desde 2024 e apresenta resultado de R$ 4,5 mi
O fundo imobiliário SNCI11 terminou dezembro anunciando a distribuição de R$ 1,00 por cota, em linha com o guidance divulgado, que permanece entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota para o primeiro trimestre de 2026. O FII teve um resultado líquido de R$ 4.605.436 milhões em dezembro.
A performance patrimonial do período ficou em 1,44%, enquanto a liquidez média diária alcançou R$ 842 mil. Já o spread médio da carteira oscilou para 3,27%, reflexo das recuperações em curso em alguns ativos — movimento que, segundo a gestão, tende a se normalizar à medida que os créditos avancem no processo de regularização.
Dezembro também foi marcado por intensa movimentação na carteira. A gestão realizou R$ 35,6 milhões em novas compras, promoveu R$ 14,3 milhões em vendas e contou com R$ 46,9 milhões em quitações, o que contribuiu para uma redução relevante do risco financeiro do fundo.
Com isso, a alavancagem líquida recuou para 4,85% do patrimônio líquido, o menor nível desde outubro de 2024. O movimento reforça a postura mais conservadora adotada pela gestão após os eventos de crédito enfrentados ao longo do ano.
No campo operacional, o fundo encerrou dezembro com quatro ativos em tratamento especial: CRI AIZ, CRI Vanguarda, CRI RDR e CRI Solar Junior — este último representando apenas 0,1% do PL. A gestão segue atuando ativamente nos processos de recuperação, com destaque para avanços nos créditos Vanguarda e RDR.
Recuperação do fundo imobiliário e novas alocações no radar
No mercado secundário, o SNCI11 apresentou uma rentabilidade ajustada de 5,29% em dezembro, considerando o preço de fechamento da cota em R$ 84,96.
O desempenho superou o IFIX (3,14%) e também os principais fundos comparáveis, cuja média ficou em 4,22% no período.
Segundo a gestão, a performance do mês contribui para corrigir parte do descolamento observado nos meses anteriores, à medida que o fundo vem recuperando gradualmente o saldo exposto às operações de crédito problemáticas. O último trimestre de 2025, inclusive, fechou com alta ajustada de 6,10%, acima do IFIX e dos pares.
Retorno anual
No acumulado de 2025, a rentabilidade ajustada do fundo somou 14,50%, abaixo do IFIX (21,46%) e da média dos fundos de papel. Já a performance patrimonial ajustada foi de 11,14%, em linha com a mediana dos pares e acima da média do segmento, refletindo a resiliência do portfólio no longo prazo.
Após a distribuição de dezembro e o anúncio do pagamento de janeiro, o fundo encerrou o período com um resultado acumulado de R$ 0,26 por cota, mantendo margem de conforto para sustentar o guidance de rendimentos no início de 2026.
Olhando à frente, o fundo imobiliário SNCI11 já mapeia novas oportunidades de alocação, com destaque para operações previstas para janeiro e fevereiro. Entre elas, estão CRIs com taxas que variam de IPCA + 11% a IPCA + 15%, além de estruturas com equity kicker e operações indexadas ao CDI, reforçando a estratégia de reciclagem e diversificação da carteira.