SNEL11 mantém 22 meses de dividendos estáveis e cresce 38% em cotistas
O fundo imobiliário SNEL11 manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota em abril, com data-base em 15 de abril e pagamento previsto para o dia 24, consolidando uma sequência de 22 meses consecutivos de proventos no mesmo patamar.
A consistência na distribuição tem colocado o fundo entre os destaques do segmento de infraestrutura listado na B3, especialmente em um ambiente ainda marcado por juros elevados e maior volatilidade nos mercados.
Com a cota negociada próxima de R$ 8,68, o fundo apresenta um dividend yield anualizado de cerca de 14,7%, acima do desempenho do IFIX no primeiro trimestre de 2026.
O crescimento da base de investidores reforça esse movimento. Entre o fim de 2025 e março de 2026, o número de cotistas avançou de aproximadamente 65 mil para mais de 90 mil, o que representa uma alta de cerca de 38% no período.
No mercado secundário, a liquidez também segue consistente, com volume médio diário próximo de R$ 4 milhões, o que contribui para a negociação das cotas com menor impacto de preço.
SNEL11: portfólio operacional sustentam tese
A previsibilidade de receita é um dos principais pilares do fundo. O portfólio é composto por usinas solares já em operação, com contratos de longo prazo distribuídos em diferentes regiões do país.
A expansão recente, viabilizada pela 4ª emissão de cotas — que captou cerca de R$ 622 milhões — permitiu ao fundo acessar projetos de maior porte e ampliar sua escala operacional.
No campo regulatório, o setor de geração distribuída passa por ajustes relevantes. A evolução das regras da Agência Nacional de Energia Elétrica e a implementação de novas tarifas sobre o uso da rede elétrica tendem a favorecer modelos com ativos próprios, como o adotado pelo SNEL11.
Projeções do setor indicam crescimento contínuo da geração solar no Brasil, com expectativa de atingir cerca de 50 GW de capacidade instalada ao longo de 2026.
Guidance do FII
Diante desse cenário, a gestão do SNEL11 mantém o guidance de distribuição entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota nos próximos meses, condicionado à entrada em operação de novos projetos e à evolução da receita operacional.