LVBI11 aguarda aval da CVM para incorporação pelo HGLG11
O fundo imobiliário LVBI11 (FII VBI Log) informou em seu relatório gerencial de março de 2026 que segue aguardando manifestação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para dar andamento ao processo de incorporação pelo HGLG11 (CSHG Logística). Segundo a gestora, a conclusão da operação depende da análise regulatória e de etapas societárias previstas para a reorganização.
O processo envolve consulta relacionada à reorganização societária proposta entre os fundos imobiliários. Até a conclusão da análise, não há definição final sobre os próximos passos nem sobre eventual cronograma definitivo para encerramento da operação.
Estabilidade operacional em março
Enquanto a questão regulatória segue pendente, o LVBI11 apresentou estabilidade operacional em março. O fundo reportou vacância física de 0,0% e vacância financeira de 0,0%, indicando ocupação integral da carteira no período.
O portfólio reúne 10 ativos logísticos, 38 locatários e área bruta locável (ABL) de 517.964 metros quadrados. O prazo médio remanescente dos contratos (WALE) ficou em 3,9 anos.
Desocupação prevista para setembro
No relatório, a gestão também informou que a desocupação da empresa Elfa Medicamentos no ativo Aratu está prevista para setembro de 2026. Com isso, a vacância física projetada passaria para 1,1%, conforme estimativas apresentadas no documento.
Na frente de rendimentos, o fundo imobiliário anunciou distribuição de R$ 0,75 por cota, com pagamento realizado em abril. A gestora indicou expectativa de manutenção desse patamar até o fim do primeiro semestre, conforme condições operacionais e financeiras do portfólio.
Patrimônio líquido de R$ 1,936 bilhão
Em março, o fundo registrou receita total de R$ 0,90 por cota e resultado de R$ 0,72 por cota. O relatório cita impacto não recorrente relacionado à taxa de comercialização da locação da Interbrands Foods, fator que influenciou o desempenho mensal.
Em relação ao patrimônio, o LVBI11 encerrou março com patrimônio líquido de R$ 1,936 bilhão, equivalente a R$ 120,11 por cota patrimonial. No mercado secundário, a cota era negociada a R$ 109,48, o que representava relação preço sobre valor patrimonial (P/VP) de 0,91 vez ao fim do período.
LVBI11: baixo nível de endividamento
O fundo também informou baixo nível de endividamento. Segundo o relatório, havia apenas dívida vinculada ao ativo Aratu, equivalente a 0,5% do patrimônio líquido.
Com isso, o LVBI11 segue combinando carteira integralmente ocupada, distribuição estável de rendimentos e expectativa de definição sobre a incorporação pelo HGLG11, tema acompanhado pelos cotistas ao longo de 2026.