XPML11, HGLG11, BTLP11 e TRXF11 lideram transações em trimestre de R$ 8,3 bi

XPML11, HGLG11, BTLP11 e TRXF11 lideram transações em trimestre de R$ 8,3 bi
XPML11, HGLG11, BTLP11 e TRXF11 lideram transações em trimestre de R$ 8,3 bilhões (Foto: Pexels/Jonas F)

Um levantamento da Cushman & Wakefield mostra que os fundos imobiliários estiveram entre os principais compradores de ativos nos segmentos de logística, escritórios e shopping centers durante o primeiro trimestre do ano. Entre os destaques do trimestre apareceram os fundos XPML11 (XP Malls), HGLG11 (Pátria Log), BTLP11 (BTG Pactual Prime Logística) e TRXF11 (TRX Real Estate).

Segundo o estudo, o mercado registrou 25 transações imobiliárias entre janeiro e março, movimentando aproximadamente R$ 8,3 bilhões e mais de 1,2 milhão de metros quadrados de área negociada. O preço médio das operações foi de R$ 6.810 por metro quadrado, enquanto a taxa média de capitalização (cap rate) atingiu 9,5% ao ano.

De acordo com a consultoria, o trimestre foi marcado por um número menor de operações, mas com forte concentração em negociações de grande porte, o que sustentou o volume financeiro agregado. O levantamento também aponta que os fundos imobiliários permaneceram entre os principais agentes do mercado, tanto na originação quanto na alocação de capital.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

XPML11 é destaque no varejo

No segmento de varejo, o principal destaque foi a aquisição de participações em shopping centers pelo XPML11 (XP Malls). A operação somou aproximadamente R$ 608,7 milhões e envolveu participações no Shopping Pátio Higienópolis, Iguatemi Alphaville, Iguatemi Ribeirão Preto, Iguatemi São José do Rio Preto e Shopping Praia de Belas.

Segundo a Cushman & Wakefield, a negociação foi a principal transação do segmento de retail no trimestre. Os ativos negociados somam cerca de 27,8 mil metros quadrados de área considerada na operação. Ao todo, o segmento de varejo registrou seis transações, movimentando R$ 1,34 bilhão e cerca de 63,7 mil metros quadrados no período.

HGLG11 adquire imóveis do PATL11

Entre as operações do setor industrial e logístico, o HGLG11 (Pátria Log) aparece como comprador de quatro ativos anteriormente pertencentes ao PATL11 (Pátria Logística FII).

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

As transações envolveram os imóveis PATL Multimodal Itatiaia, PATL Jundiaí 1, PATL Jundiaí 2 e PATL Ribeirão das Neves. Somadas, as operações movimentaram aproximadamente R$ 356 milhões, segundo os dados compilados pela consultoria. Os imóveis estão localizados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

BTLP11 lidera transação logística

O principal destaque do segmento industrial foi o BTLP11 (BTG Pactual Prime Logística). O fundo adquiriu o portfólio formado pelos ativos BTLP Cajamar e BTLP Duque de Caxias em uma operação avaliada em aproximadamente R$ 1,08 bilhão.

Segundo a Cushman & Wakefield, os imóveis somam cerca de 298 mil metros quadrados de área transacionada e representaram a maior negociação do segmento industrial no primeiro trimestre de 2026. No total, o segmento industrial respondeu por 12 transações, movimentando cerca de R$ 3,08 bilhões e aproximadamente 899 mil metros quadrados.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/1180x300-1.jpg

TRXF11 figura em escritórios e logística

O TRXF11 (TRX Real Estate) também figurou entre os compradores de ativos no trimestre. No segmento de escritórios, o fundo adquiriu a Torre Corporativa Orvalho, localizada em São Paulo, em uma operação de aproximadamente R$ 219,4 milhões.

Já no segmento industrial, o fundo imobiliário comprou um galpão ocupado pela Shopee em Londrina (PR), por cerca de R$ 135,5 milhões. O imóvel possui aproximadamente 33 mil metros quadrados de área.

Mercado mantém protagonismo dos FIIs

Segundo a Cushman & Wakefield, o primeiro trimestre de 2026 continuou evidenciando o protagonismo dos fundos imobiliários no mercado brasileiro de investimentos imobiliários. O estudo destaca que os FIIs seguiram atuando como importantes agentes na originação e na alocação de capital ao longo do período.

O levantamento também aponta que as transações observadas no trimestre indicaram continuidade do movimento de reciclagem de portfólio e de realocação de recursos em diferentes classes de ativos imobiliários.

Você investe bem em fiis? Um consultor Suno pode te mostrar caminhos que talvez você não conheça.
foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

notícias relacionadas últimas notícias