BTLG11 registra alta em aluguéis e vacância de 2,6% após renegociações
O fundo imobiliário BTLG11 (BTG Pactual Logística) tem reforçado sua geração de receita por meio de renegociações e revisões contratuais em ativos do portfólio, conforme detalhado nos relatórios mensais recentes.
Em abril de 2026, o fundo imobiliário distribuiu R$ 0,81 por cota, após pagamentos de R$ 0,80 em março e R$ 0,79 em janeiro. No período, o dividend yield anualizado ficou próximo de 9%, considerando os preços de referência indicados nos relatórios.
Nos últimos meses, o BTLG11 reportou movimentações relevantes na frente comercial. Em março, o fundo concluiu a locação de um módulo em Ribeirão Preto com valor 43% superior ao contrato anterior. No mesmo período, também realizou renegociação no ativo Mauá, com aumento de aluguel e extensão de prazo.
Ainda em março, houve revisões contratuais em Louveira com reajustes positivos. Já em abril, o fundo concluiu a renovação no ativo Cajamar I, com extensão contratual de 10 anos e reajuste próximo de 20% no valor de locação, conforme divulgado pela gestão.
BTLG11: vacância financeira em queda
A vacância financeira do portfólio segue em patamar reduzido. O indicador passou de 2,9% no início do ano para cerca de 2,6% em abril, refletindo novas locações e ajustes em ativos específicos, como o imóvel em Cabreúva.
Além da atuação comercial, o BTLG11 mantém estratégia recorrente de reciclagem de portfólio. Nos últimos quatro anos, o fundo realizou aproximadamente R$ 1,3 bilhão em desinvestimentos, com preços médios superiores aos valores de avaliação. Segundo os relatórios, o giro anual de ativos costuma variar entre 12% e 15% do patrimônio.
Venda de ativos corporativos
O fundo também concluiu, no fim de 2025, a venda de ativos corporativos, passando a concentrar sua carteira no segmento logístico. Atualmente, o portfólio é composto por 34 imóveis, totalizando cerca de 1,4 milhão de metros quadrados de área bruta locável, com aproximadamente 92% dos ativos localizados no Estado de São Paulo.
Os contratos têm prazo médio de cerca de cinco anos, com predominância de indexação ao IPCA e presença de contratos atípicos. Os 20 maiores locatários concentram cerca de 67% da receita do fundo, incluindo empresas dos setores logístico e de comércio eletrônico.
A alavancagem do BTLG11 permanece baixa, com relação dívida/patrimônio próxima de 3%, conforme dados reportados pela gestão.