KNRI11 mantém distribuição em R$ 1,10 após venda de ativo logístico
O KNRI11 (Kinea Renda Imobiliária) informou que manterá a distribuição mensal de R$ 1,10 por cota após concluir a venda do imóvel logístico Jundiaí Industrial Park, operação que gerou lucro relevante para o fundo imobiliário, segundo dados divulgados nos relatórios gerenciais recentes da Kinea.
De acordo com a gestora, a venda do ativo acrescentou aproximadamente R$ 0,07 por cota ao resultado recorrente mensal do fundo. A operação faz parte da estratégia de reciclagem de portfólio adotada pelo fundo imobiliário, que envolve a realização de ganhos com ativos maduros e a realocação de capital em novos investimentos imobiliários.
A distribuição referente ao mês de abril de 2026, com pagamento realizado em maio, foi mantida em R$ 1,10 por cota, conforme comunicado divulgado pelo fundo.
Segundo o relatório gerencial de abril, o KNRI11 encerrou o mês com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 4,6 bilhões e valor de mercado superior a R$ 4,7 bilhões. O fundo possui atualmente 19 imóveis em carteira, sendo 12 edifícios corporativos e sete centros logísticos.
KNRI11: vacância segue perto de 4%
Os indicadores operacionais do KNRI11 permaneceram relativamente estáveis nos últimos meses. Em abril de 2026, a vacância física do fundo caiu para 4,11%, ante 4,20% registrados no mês anterior. Já a vacância financeira recuou de 5,44% para 5,41% no mesmo intervalo.
Os relatórios mostram que a vacância física vinha de 4,30% em janeiro de 2026, enquanto a vacância financeira estava em 5,58% naquele período.
Atualmente, o fundo conta com mais de 150 inquilinos distribuídos entre diferentes segmentos da economia. Entre os locatários presentes no portfólio estão empresas como Google, BASF, SAP, Bunge, Lojas Renner e Kimberly-Clark.
O KNRI11 possui imóveis em regiões corporativas de São Paulo, como Avenida Paulista, Itaim Bibi, Pinheiros, Vila Olímpia e Chucri Zaidan, além de ativos logísticos em cidades como Jundiaí, Cabreúva, Sumaré, Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes.
Melhora do mercado corporativo
Na seção de panorama imobiliário do relatório de abril, a Kinea afirmou que o mercado de edifícios corporativos em São Paulo manteve trajetória de recuperação no primeiro trimestre de 2026.
Segundo a gestora, a taxa de vacância do segmento corporativo paulistano caiu para 15,02%, menor nível desde 2020. O relatório também aponta avanço nos preços pedidos de locação e continuidade da demanda por imóveis corporativos de alto padrão em regiões como Faria Lima, Paulista, Pinheiros e Chucri Zaidan.
Além disso, o KNRI11 ampliou participação na Torre Crystal do Complexo Rochaverá Corporate Towers, imóvel avaliado em aproximadamente R$ 741,6 milhões, conforme os dados apresentados pela gestora.
Biosquare segue em fase final de obras
Outro empreendimento citado nos relatórios do fundo é o Biosquare, projeto corporativo em desenvolvimento na região de Pinheiros, em São Paulo.
Segundo a Kinea, o empreendimento segue avançando na etapa de pós-obra e nos acabamentos finais, com previsão de entrega para o primeiro semestre de 2026. O relatório informa ainda que o KNRI11 havia aportado aproximadamente R$ 323,1 milhões no projeto até abril de 2026.