RBRY11: lucro de fundo imobiliário salta 87,6%; veja o que impactou o resultado
O fundo imobiliário RBRY11 teve uma forte expansão no resultado em março, com um lucro distribuível de R$ 14,249 milhões, montante 87,6% superior ao registrado em fevereiro, quando havia somado R$ 7,595 milhões.
As receitas totais do RBRY11 foram de R$ 12,008 milhões, enquanto as despesas totais do período ficaram em R$ 1,397 milhão.
Em valores por cota, o resultado distribuível atingiu R$ 1,12. Parte desse desempenho veio de um evento extraordinário, que foi o resgate antecipado do CRI Vila Leopoldina, que gerou um prêmio adicional que impactou positivamente o resultado em R$ 0,03 por cota.
A partir desse resultado gerado, o fundo imobiliário RBRY11 distribuiu R$ 1,06 por cota aos cotistas no dia 17 de abril.
Em março, o FII apresentou uma valorização de 1,5%. No acumulado dos três primeiros meses de 2026, a alta totalizou 3,5%. Desde o seu início, o fundo alcançou um retorno acumulado de 127,8%, o que representa uma performance anualizada de 12,8%.
Em relação à distribuição de dividendos do RBRY11, o dividend yield anualizado em março foi de 12,7% considerando a cota patrimonial, e de 13% em relação à cota de fechamento de mercado.
Gestão do fundo RBRY11 em março
A alocação patrimonial segue bastante elevada. Ao fim de março, o fundo RBRY11 estava com 102% do patrimônio líquido investido, sendo 94,9% concentrados em CRIs e operações estruturadas.
Esse bloco principal da carteira apresenta rentabilidade média ponderada de 16,8% ao ano, equivalente a CDI + 2,7% ao ano, com prazo médio de 2,1 anos e spread médio de 2,7% ao ano.
A carteira do FII RBRY11 é composta por 56 CRIs e uma operação estruturada, com perfil majoritariamente pós-fixado. Cerca de 87% da exposição está indexada ao CDI, com retorno médio de CDI + 4% ao ano.
Outros 13% estão atrelados ao IPCA, com remuneração média de IPCA + 0,9% ao ano, enquanto uma pequena fatia residual de 0,2% acompanha o IGP-M, pagando IGP-M + 9,2% ao ano.
Em março, a gestão manteve estratégia ativa de reciclagem e reposicionamento dos ativos. O fundo alocou R$ 16,1 milhões em 14 novos CRIs, com taxa média de CDI + 4,3% ao ano.
Ao mesmo tempo, o fundo reduziu a exposição em quatro operações, sendo eles: CRI Carteira MRV III (Série II), CRI Pernambuco, CRI Pernambuco Aurora e CRI Pernambuco My Beach, em um movimento que somou mais de R$ 18 milhões em desalocação.
O fundo RBRY11 também encerrou o mês com R$ 53 milhões em operações compromissadas reversadas, o que representa alavancagem de 4,2% do patrimônio líquido.