RURA11: Fiagro divulga lucro 40% maior; veja valor e os dividendos do mês

RURA11: Fiagro divulga lucro 40% maior; veja valor e os dividendos do mês
RURA11: Fiagro divulga lucro 40% maior. Foto: iStock

O Fiagro RURA11 fechou maio com resultado contábil de R$ 16,6 milhões, avanço superior a 40% na comparação com o mês anterior. O desempenho foi explicado por receitas de R$ 18,5 milhões no período, contra despesas de R$ 1,7 milhão.

A distribuição de dividendos do RURA11 referente ao mês foi de R$ 0,11 por cota. Esse valor corresponde a 13,6% ao ano sobre a cota patrimonial e a 15,9% ao ano em relação à cota de mercado, com isenção de imposto de renda para investidores pessoas físicas.

Mesmo após a distribuição, o Fiagro RURA11 encerrou maio com R$ 14,4 milhões em reserva de lucro contábil. A cota patrimonial ficou em R$ 10,30, enquanto a cota de mercado terminou o mês em R$ 8,90.

Nos últimos 12 meses, a rentabilidade nominal foi de 14,37%, equivalente a -0,39 ponto percentual em relação ao CDI. 

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Desde fevereiro de 2022, a cota patrimonial acumula alta de 74,01%, acima do CDI de 67,77% no mesmo intervalo. Já a cota de mercado registra retorno acumulado de 51,66%.

A carteira do fundo RURA11 terminou maio com 88% do patrimônio líquido investido em crédito agro. A alocação estava distribuída entre 59 devedores, com exposição a 19 segmentos e culturas diferentes.

O valor médio por devedor era de R$ 24,4 milhões. Já os cinco maiores devedores concentravam 20% do patrimônio líquido. Nos títulos privados, o spread médio era de CDI + 3,9%, considerando marcação a mercado, com duration média de 1,9 ano.

Movimentações da carteira do Fiagro RURA11

Durante o mês, o fundo RURA11 realizou duas movimentações táticas no mercado secundário. Uma delas ocorreu em CRAs da FS Bio, usina de etanol de milho que anunciou operação de fusão e aquisição com a Amaggi. Os papéis foram comprados com desconto em relação ao PU par.

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A segunda alocação foi feita em CRAs da Lar, uma das maiores cooperativas do país, com atuação no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Assim como na operação anterior, a aquisição ocorreu com deságio no mercado secundário.

No acompanhamento de crédito, a gestão manteve a atuação sobre os casos com provisão para devedores duvidosos. 

As medidas seguem tanto na esfera jurídica quanto no âmbito comercial, com negociações e acordos voltados à recuperação dos valores devidos. Não houve decisões relevantes no período.

Entre os setores da carteira de crédito do RURA11, as maiores exposições estavam em açúcar e etanol, com 12%, insumos agrícolas, com 11% e frigorífico de bovinos, também com 11%.

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