RURA11 fatura mais de R$ 19 milhões e paga dividendos de 1,10% ao mês; veja quanto
O Fiagro RURA11 encerrou abril com resultado contábil de R$ 11,7 milhões. O desempenho do período foi sustentado por receitas totais de R$ 19 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 7,2 milhões.
O rendimento distribuído pelo RURA11, referente a abril, foi de R$ 0,113 por cota, valor inferior aos R$ 0,12 pagos nos três meses anteriores.
Considerando a cota patrimonial de fechamento, o dividendo do RURA11 correspondeu a um dividend yield mensal de 1,10%, equivalente a 14,03% anualizado.
Já sobre a cota de mercado, o retorno mensal do RURA11 ficou em 1,24%, o equivalente a 15,89% ao ano.
Ao final do mês, o fundo mantinha 86% do patrimônio líquido alocado em operações de crédito agro, distribuídas entre 58 devedores ligados a diferentes culturas e regiões do país. O fundo encerrou abril com reserva acumulada de lucro contábil de R$ 15,3 milhões.
Na carteira, uma das principais movimentações do mês foi uma nova alocação tática em CRA da FS Bioenergia, companhia do setor de etanol de milho.
Segundo a gestão do fundo RURA11, o ativo estava sendo negociado com prêmio no mercado secundário, mas foi adquirido com desconto em relação ao PUPar.
Além disso, o RURA11 concluiu a liquidação da operação de CRA vinculada à Agromave, revenda agrícola localizada no Mato Grosso.
A operação possuía lastro em carteira de recebíveis com estrutura subordinada, e o fundo recebeu integralmente o saldo devido acrescido de juros.
Em abril, a cota patrimonial do fundo encerrou em R$ 10,27, enquanto a cota de mercado fechou o mês em R$ 9,14.
A carteira de crédito apresentava spread médio marcado a mercado equivalente a CDI + 3,9% ao ano, além de duration média de 1,9 anos.
Detalhes da carteira do RURA11
Geograficamente, Mato Grosso seguia como principal exposição do Fiagro RURA11, representando 21,7% da carteira. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 12,4%, Goiás, com 8,9%, Bahia, com 6,3%, Paraná, com 5,5%, e São Paulo, com 5,1%. Os demais estados possuíam participações individuais inferiores a 5%.
Na divisão setorial, a carteira permanecia pulverizada entre diferentes cadeias do agronegócio. Os segmentos de açúcar e etanol representavam 12% da exposição total, seguidos por grãos e pecuária, com 11%, algodão e grãos, com 10%, máquinas agrícolas, com 9%, e insumos agrícolas, com 8%.
Em relação às garantias das operações de crédito, considerando a parcela correspondente aos 86% do patrimônio investidos em crédito agro, a alienação fiduciária de terras era a principal estrutura, representando 43% da carteira.
As operações do RURA11 garantidas diretamente por terras correspondiam a 19%, enquanto estruturas subordinadas somavam 16%.