RBRX11: fundo imobiliário divulga dividendos com yield acima de 1% ao mês; veja quanto
O fundo imobiliário RBRX11 anunciou o valor dos rendimentos que serão pagos aos seus cotistas em junho. O FII definiu a distribuição em R$ 0,09 por cota, um patamar que vem sendo repetido desde agosto de 2025.
Quem estava posicionado no fundo imobiliário RBRX11 até o fechamento do pregão de 15 de junho de 2026 terá direito a receber o valor anunciado.
O crédito está programado para 23 de junho de 2026. Como ocorre com os demais fundos imobiliários, os rendimentos do RBRX11 não sofrem incidência de Imposto de Renda para pessoas físicas, respeitadas as regras vigentes na legislação.
Tomando como referência a cotação de fechamento de maio, de R$ 8,44, o valor distribuído equivale a um Dividend Yield mensal de aproximadamente 1,07%.
Olhando para abril, o indicador anualizado havia ficado em 12,3% sobre a cota de mercado e em 11,0% quando calculado sobre a cota patrimonial, considerando o mesmo valor de dividendos do RBRX11.
Origem dos recursos distribuídos pelo fundo imobiliário RBRX11
O resultado caixa apurado pelo FII RBRX11 em abril somou R$ 13,1 milhões, o equivalente a R$ 0,08 por cota.
Essa cifra foi formada principalmente por dois pilares: os investimentos em outros FIIs, responsáveis por R$ 5,8 milhões (cerca de R$ 0,04 por cota), e as operações de CRI, que geraram R$ 5,6 milhões, valor também próximo de R$ 0,04 por cota.
Como o resultado do mês não cobriu integralmente o valor distribuído, o fundo recorreu a R$ 0,01 por cota de sua reserva acumulada para completar o pagamento de R$ 0,09.
Com esse uso, a reserva remanescente caiu para R$ 0,07 por cota ao término de abril. Ainda assim, a média de distribuição dos dividendos do fundo RBRX11 nos últimos doze meses permanece estável, em R$ 0,09 por cota.
Vale registrar que parte do caixa do período teve origem em um evento não recorrente: o fundo recebeu R$ 2,2 milhões relativos à Curva J do investimento em RDLI, valor que reforçou o resultado do mês sem fazer parte do fluxo operacional regular.
Dentre as últimas operações de crédito imobiliário, o fundo optou por reforçar posições que já integravam sua carteira, sem incorporar novos CRIs ao portfólio no período.
Os aportes adicionais foram direcionados aos papéis Pernambuco III (R$ 3,6 milhões), Cone Refrigerado (R$ 22,9 milhões) e Pernambuco Aurora (R$ 3,0 milhões), somando R$ 29,5 milhões em aquisições.
A taxa média dessas operações ficou em IPCA + 11,5% ao ano, considerando também os contratos atrelados ao CDI + 5,09% ao ano.
Olhando para o conjunto da carteira de crédito, 58% dos CRIs estão indexados ao CDI, com taxa média de aquisição de 3,5% ao ano e prazo médio de 2,6 anos.
Os papéis atrelados ao IPCA somam 39% da carteira do fundo imobiliário RBRX11, com taxa de 10,0% ao ano e prazo médio de 3,7 anos, enquanto 3% seguem o IGP-M, com taxa de 8,7% ao ano e prazo médio de 3,8 anos.