85% das empresas apostam em fontes renováveis; SNEL11 quer ampliar exposição no setor
A eletrificação da economia ganhou força entre os empresários brasileiros e pode representar um importante vetor de crescimento para empresas ligadas à transição energética. Pesquisa global divulgada no Brasil mostra que 92% dos líderes empresariais acreditam que a eletrificação tornará suas companhias mais competitivas, enquanto 96% esperam impactos positivos sobre o crescimento dos negócios.
O levantamento, realizado com quase 2 mil executivos em 18 países, também aponta forte apoio a investimentos em infraestrutura elétrica, digitalização das redes e ampliação da geração renovável. No Brasil, 85% dos entrevistados afirmaram preferir fontes renováveis aos combustíveis fósseis quando precisam escolher entre as duas alternativas.
Os resultados surgem em um momento em que o sistema elétrico brasileiro amplia sua participação na transição energética global. Atualmente, a eletricidade responde por cerca de 20% do consumo final de energia no país, percentual próximo ao observado na União Europeia.
Ao mesmo tempo, o avanço das fontes solar e eólica vem ampliando a necessidade de investimentos em geração, transmissão e modernização da infraestrutura energética nacional.
Nesse cenário, empresas e fundos ligados ao setor de energia renovável podem se beneficiar do aumento da demanda por eletrificação, da expansão do consumo de energia limpa e da necessidade de novos investimentos em infraestrutura.
Tese da eletrificação reforça estratégia do SNEL11
O movimento também dialoga com a estratégia do SNEL11, fundo voltado ao segmento de energias renováveis que recentemente anunciou sua quinta emissão de cotas.
A oferta poderá movimentar até R$ 2,3 bilhões, posicionando-se entre as maiores captações já realizadas por veículos listados ligados ao setor de energia na B3. Os recursos têm como objetivo financiar novos investimentos e ampliar o portfólio de ativos do fundo.
Nos últimos meses, o SNEL11 também avançou na aquisição de novas usinas e na expansão de sua base operacional, reforçando a exposição a ativos de geração renovável e infraestrutura energética.
A tese do fundo está diretamente ligada ao crescimento do consumo de eletricidade no país e ao avanço da transição energética. À medida que empresas, indústrias e consumidores aumentam a demanda por energia limpa, ativos de geração renovável tendem a ganhar relevância dentro da matriz energética.
Avanço de cotistas do FII
A valorização do SNEL11 acompanha a consolidação do fundo no mercado secundário.
O veículo ultrapassou recentemente a marca de 105 mil cotistas e movimentou aproximadamente R$ 92 milhões em negociações ao longo de maio, figurando entre os produtos mais líquidos do segmento de infraestrutura listada.