SNEL11, GGRC11, BRCO11 e MAGM11 são destaques do Bom Dia FIIs (10/7)

SNEL11, GGRC11, BRCO11 e MAGM11 são destaques do Bom Dia FIIs (10/7)
SNEL11, GGRC11, BRCO11 e MAGM11 são destaques do Bom Dia FIIs (10/7) (Foto: Pexels/Bruno Storchi Bergmann)

Os fundos imobiliários SNEL11, GGRC11, BRCO11 e MAGM11 são os destaques do Bom Dia FIIs desta sexta-feira (10). Na quinta-feira (9), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão em 3.831,41 pontos, com alta de 0,27%, equivalente a um avanço de 10,35 pontos em relação ao fechamento anterior.

Entre os fundos mais negociados do dia, o SNEL11 (Suno Energias Limpas FII) liderou em volume, com 2,24 milhões de cotas negociadas, apesar da queda de 0,24%. Na sequência vieram o GGRC11 (GGR Covepi Renda FII), com 1,14 milhão de cotas e alta de 0,21%; e o GARE11 (Guardian Real Estate FII), com volume de 934,76 mil cotas e avanço de 0,12%.

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Confira os destaques do mercado de fundos imobiliários:

SNEL11 movimenta R$ 18,7 mi em alta liquidez enquanto energia solar ganha competitividade no Brasil

O fundo imobiliário SNEL11 registrou no pregão desta quinta-feira (9) uma das maiores liquidez entre os FIIs listados na B3. As cotas movimentaram aproximadamente R$ 18,7 milhões em volume financeiro, o equivalente a cerca de 8% de todo o volume negociado pelo IFIX, que somou R$ 231 milhões no dia

Apesar da leve queda de 0,24%, para R$ 8,36, o elevado giro das cotas reforçou o interesse dos investidores pelo fundo, que atualmente conduz sua quinta emissão e segue ampliando o portfólio de ativos ligados à geração de energia solar.

O desempenho ocorre em um momento em que a competitividade da energia fotovoltaica brasileira ganha destaque no cenário internacional. Segundo relatório divulgado pela Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena), o custo nivelado de geração (LCOE) da fonte solar no Brasil caiu 25% em 2025, atingindo US$ 37 por MWh.

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GGRC11 fecha liquidez de 11 milhões em meio a baixa vacância do setor logístico

O fundo imobiliário GGRC11 movimentou aproximadamente R$ 11 milhões em volume financeiro nesta quinta-feira (9). O desempenho ocorre em um momento em que o segmento logístico, principal foco recente de expansão do fundo, continua apresentando indicadores operacionais robustos.

Nos últimos meses, o GGRC11 acelerou sua estratégia de crescimento com a aquisição de novos ativos logísticos, reforçando a exposição a galpões de padrão elevado e ampliando seu portfólio em um dos segmentos mais aquecidos do mercado imobiliário.

O cenário também tem sido sustentado pelos fundamentos do setor. Levantamento da Buildings mostra que, no segundo trimestre de 2026, o mercado de condomínios logísticos Classe A e A+ recebeu cerca de 570 mil metros quadrados em novos empreendimentos.

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BRCO11 sobe 1,59% com investidores de olho em demanda aquecida na logística

O fundo imobiliário BRCO11 encerrou o pregão desta quinta-feira (9) com alta de 1,59%, cotado a R$ 114,85. O movimento ocorre em meio ao fortalecimento dos fundamentos do mercado de galpões, que continua registrando elevada absorção de espaços e redução da vacância.

Dados da consultoria Buildings mostram que, no 2º trimestre, os condomínios logísticos Classe A e A+ receberam cerca de 570 mil metros quadrados em novos empreendimentos. Mesmo assim, a absorção líquida superou 880 mil metros quadrados, reduzindo a vacância para 5,5%, menor nível desde 2013.

O cenário favorece fundos com portfólios concentrados em ativos de alta qualidade e bem localizados, características presentes no BRCO11. Atualmente, o fundo possui 14 galpões logísticos, que somam aproximadamente 591 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL), distribuídos por São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Alagoas, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

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Fundo imobiliário com carteira de CRIs a IPCA + 10,82%? Entenda estratégia do MAGM11

O atual ciclo de juros elevados segue criando oportunidades no mercado de crédito imobiliário. Com spreads acima da média histórica, gestores de FIIs têm estruturado novas operações com remunerações mais elevadas. O FII MAGM11 ilustra esse momento: sua carteira reúne CRIs remunerados, em média, a IPCA + 10,82% ao ano, cuja estratégia foi detalhada em relatório recente da Eleven Financial Research.

Segundo a casa de análise, o fundo concentra atualmente 69,5% do patrimônio líquido em operações de crédito imobiliário, distribuídas entre incorporações residenciais, loteamentos, operações de home equity e crédito corporativo ligado ao setor imobiliário.

Dentro dessa carteira, chama atenção a parcela indexada ao IPCA. Cerca de 44% das operações possuem remuneração média de IPCA + 10,82% ao ano, com prazo médio (duration) de 4,21 anos, refletindo o ambiente de spreads elevados observado no mercado de CRIs.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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