VRTA11 sobe quase 2% e amplia recuperação no mercado secundário
O fundo imobiliário VRTA11 encerrou o pregão desta sexta-feira (24) com valorização de 1,89%, cotado a R$ 73,82.
O movimento reforça a recuperação recente das cotas do fundo de recebíveis, que voltou a negociar acima da média móvel de curto prazo após as oscilações registradas nas últimas semanas.
O fundo imobiliário VRTA11 registrou em maio de 2026 um resultado de aproximadamente R$ 17,64 milhões e manteve o foco na ampliação de sua carteira de crédito imobiliário. Durante o período, a gestão realizou novas alocações em operações de CRIs e iniciou um movimento de redução da exposição a fundos imobiliários.
Entre os investimentos realizados no mês, o fundo adquiriu mais R$ 1,8 milhão em cotas do CRI Summus, remunerado a IPCA + 11,50% ao ano, além de investir R$ 1,8 milhão no CRI Evoke 2ª Série, com remuneração de CDI + 4,50% ao ano.
Ao mesmo tempo, o VRTA11 iniciou o desinvestimento de sua posição no SNME11. Segundo a gestão, a venda ocorrerá de forma gradual ao longo dos próximos meses devido à menor liquidez do ativo no mercado secundário.
Quanto R$ 15 mil rendem no fundo imobiliário VRTA11 no último ano?
Em 12 meses, a cota do fundo imobiliário VRTA11 ficou praticamente estável, com alta de 0,03%. Ainda assim, quem tivesse R$ 15 mil aplicados teria terminado o período com bem mais dinheiro do que começou, principalmente pela renda mensal.
Numa simulação com base nos últimos 12 meses, esses R$ 15 mil no fundo VRTA11 teriam virado R$ 17.136,29. São cerca de R$ 2.136 de ganho, quase todo vindo dos dividendos pagos ao longo do ano.
Criado em 2010 e gerido pela Fator, o VRTA11 aplica principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários, os CRIs, que são títulos de renda fixa ligados ao setor imobiliário.
A renda, nesse caso, vem principalmente dos juros pagos pelos recebíveis que o fundo carrega na carteira.
Dos R$ 2.136 de ganho, R$ 2.131,80 vieram dos rendimentos do VRTA11, isentos de Imposto de Renda para a pessoa física, desde que cumpridas as condições da legislação.
A valorização da cota respondeu por uma fatia menor, já que o preço ficou quase estável e levou os R$ 15.000 a R$ 15.004,49.
Como referência, os mesmos R$ 15.000 na poupança teriam virado R$ 15.900, então o fundo superou a caderneta em cerca de 7,78% no período.
Para quem busca renda, o detalhe que chama atenção é que esse resultado não dependeu de a cota subir, mas se tratando de renda variável, essa variação poderia ser positiva ou negativa.
Saiba mais sobre a simuação feita com o VRTA11
No dia da simulação, a cota valia R$ 71,60, em alta de 1,78%, numa faixa que foi de R$ 67,29 a R$ 79,15 nas últimas 52 semanas.
O valor patrimonial por cota é de R$ 83,80, o que resulta num P/VP de 0,84, com a cota cerca de 15% abaixo do patrimônio. A liquidez média diária gira em torno de R$ 2,8 milhões.
O último rendimento foi de R$ 0,85 por cota, em linha com a média do período. Somados, os dividendos do VRTA11 dos últimos 12 meses chegaram a R$ 10,20 por cota, dividend yield de cerca de 14,2%.