Fundo imobiliário aprova nova emissão e pode captar até R$ 185,9 milhões

Fundo imobiliário aprova nova emissão e pode captar até R$ 185,9 milhões
Fundo imobiliário aprova nova emissão e pode captar até R$ 185,9 milhões (Foto: Pexels/Pixabay)

O fundo imobiliário VPPR11 (V2 Prime Properties Fundo de Investimento Imobiliário) aprovou sua 3ª emissão de cotas, com uma oferta que poderá movimentar até R$ 185,9 milhões. O FII pretende emitir até 8.559.202 novas cotas, com preço de subscrição de R$ 21,72 por unidade, considerando os custos da operação. A oferta foi anunciada em fato relevante divulgado nesta segunda-feira (24).

O preço de emissão foi estabelecido em R$ 21,03 por cota. A esse valor será acrescentado um custo de distribuição de R$ 0,69 por unidade, levando o desembolso total do investidor para R$ 21,72 por nova cota. Segundo o documento, o preço de emissão foi definido a partir do valor de mercado do VPPR11, considerando os preços de fechamento registrados entre 19 de março e 27 de julho de 2026.

A oferta será realizada pelo regime de melhores esforços e seguirá o rito de registro automático previsto na Resolução CVM 160. Isso significa que a colocação não precisa alcançar necessariamente o volume máximo anunciado. Para que a operação seja mantida, porém, será necessário captar pelo menos R$ 34.999.998,96. Caso esse piso não seja atingido, a oferta não poderá prosseguir nos termos previstos.

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Cotistas do VPPR11 terão direito de preferência

Um dos principais pontos para quem já possui cotas do fundo é o direito de preferência. A data-base prevista para identificar os cotistas com esse direito é 27 de agosto. O período para exercício começa em 31 de agosto, segundo o cronograma indicativo divulgado pelo fundo.

O fator de proporção será de 116,99018516653%. Na prática, esse percentual será aplicado sobre a quantidade de cotas detidas pelo investidor na data-base para determinar quantas novas cotas ele poderá subscrever preferencialmente. Eventuais frações serão desconsideradas, com arredondamento para baixo.

O prazo na B3 termina em 11 de setembro. Já o exercício do direito junto ao escriturador poderá ser realizado até 14 de setembro, mesma data prevista para a liquidação do direito de preferência. Não haverá direito à subscrição de sobras ou de montante adicional pelos cotistas que participarem dessa etapa.

Embora o VPPR11 tenha como público-alvo investidores em geral, a etapa pública da nova oferta é destinada a investidores profissionais, conforme a definição da regulamentação da CVM. Depois do exercício da preferência pelos atuais cotistas, eventuais cotas remanescentes poderão ser colocadas junto a esses investidores profissionais.

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Para onde irá o dinheiro da nova emissão?

O fato relevante não indica imóveis específicos que serão adquiridos com os recursos captados. O documento estabelece que o dinheiro líquido obtido com a emissão, depois das despesas e comissões, será aplicado conforme a política de investimentos prevista no regulamento do VPPR11. Portanto, o comunicado não permite associar a captação a uma aquisição determinada neste momento.

O movimento ocorre enquanto o fundo administra um portfólio concentrado em imóveis corporativos. No relatório gerencial referente a maio de 2026, o VPPR11 informou possuir dois empreendimentos: Edifício Corporate Evolution e iTower Alphaville. A área bruta locável totalizava 52.983,20 metros quadrados, com ocupação física de 88,75% e vacância de 11,25%.

Naquele mês, o patrimônio líquido estava em R$ 303,21 milhões, equivalente a R$ 41,44 por cota, enquanto a dívida líquida somava R$ 174,95 milhões. O saldo devedor do CRI Evolution era de R$ 186,28 milhões, com remuneração de IPCA mais 6,5% ao ano e vencimento em maio de 2036.

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VPPR11 vinha avançando na ocupação dos imóveis

O relatório de maio também mostrou que o fundo atravessava um processo de ocupação de áreas do Corporate Evolution. Três contratos firmados em abril permaneciam em período de carência: um aditamento com a Cielo e contratos com Saluplan e S.A. Indústria de Móveis.

Segundo a gestão, os pagamentos desses contratos estavam previstos para começar entre outubro e novembro de 2026. Quando integralmente vigentes, as três locações deverão adicionar R$ 119.179 mensais à receita do fundo. A receita de locação havia passado de R$ 2,10 milhões em abril para R$ 2,36 milhões em maio. O VPPR11 não distribuiu rendimentos naquele mês.

Dados de mercado reunidos em 24 de agosto mostravam a cota do fundo a R$ 20,05. O valor estava abaixo tanto do preço de emissão de R$ 21,03 quanto do preço de subscrição de R$ 21,72, que inclui os custos da oferta. A comparação, contudo, retrata apenas os valores registrados naquele momento, já que a cotação do FII na B3 varia durante as negociações.

A oferta poderá permanecer aberta por até 180 dias contados da divulgação do anúncio de início, embora possa ser encerrada antes caso seja alcançado o montante mínimo e haja decisão da administradora em conjunto com a gestora e o coordenador líder. O fundo imobiliário VPPR11 informou que continuará comunicando aos cotistas e ao mercado os próximos passos da 3ª emissão.de emissão de novas cotas.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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