ROCA11 diversifica ativos e supera o CDI após ampliar carteira

ROCA11 diversifica ativos e supera o CDI após ampliar carteira
Fiagro ROCA11- Foto: Pixabay

O fiagro ROCA11 avançou em agosto no processo de diversificação de sua carteira, reduzindo de forma significativa a concentração em poucas operações. Ao longo do mês, o número de posições do fundo passou de seis para 15, enquanto a maior posição individual recuou de 44,8% para 15,1% do patrimônio líquido (PL).

A movimentação envolveu a redução da exposição ao CRA ACP, com a venda parcial de R$ 4,3 milhões, e à 62ª emissão, que teve R$ 14,7 milhões devolvidos ao fundo por meio de recompras do lastro. Os recursos foram direcionados para novas operações e ativos com maior diversificação.

Entre os novos investimentos esteve uma série da 59ª emissão, que recebeu R$ 6,3 milhões e oferece remuneração de CDI + 6,50% ao ano. O fundo também alocou recursos no CRA Esteio, da 66ª emissão, e nas carteiras pulverizadas das 67ª e 72ª emissões, que somaram R$ 12 milhões, com taxas entre CDI + 4,00% e CDI + 4,25% ao ano.

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Outra parte dos recursos, de R$ 3 milhões, foi destinada a uma cesta de CRAs corporativos líquidos de Marfrig, Camil, Minerva e Cocal. Além de ampliar a diversificação entre emissores, a estratégia adiciona ativos com maior liquidez à carteira. O caixa, por sua vez, terminou agosto equivalente a 1,3% do PL.

Com as movimentações, o ROCA11 encerrou o mês com R$ 41,97 milhões de patrimônio líquido, ou R$ 10,49 por cota, e manteve 98,7% do patrimônio investido.

ROCA11 supera CDI em agosto pela primeira vez desde a 2ª emissão

A maior diversificação veio acompanhada de uma melhora no desempenho do fundo. Em agosto, a cota patrimonial avançou 1,30%, resultado equivalente a 119% do CDI. Foi o segundo mês do ano em que o fundo superou o benchmark, depois de maio, quando a rentabilidade havia alcançado 141% do CDI.

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O resultado de agosto também marcou a primeira performance acima do CDI desde a segunda emissão de cotas e, segundo o relatório, já incorpora o efeito do carrego da carteira após a alocação dos recursos.

No acumulado de 2026, o ROCA11 apresenta alta de 5,02%, equivalente a 70% do CDI. Quando retirado o efeito não recorrente relacionado à emissão realizada em junho, a rentabilidade acumulada sobe para 7,26%, ou 101% do CDI.

A carteira apresenta atualmente uma taxa média de aproximadamente CDI + 4,4%, enquanto a duration está próxima de 2,6 anos. Com praticamente todo o patrimônio já alocado, o foco do fundo passa a ser a administração das posições existentes e a reciclagem dos ativos que se aproximam do vencimento.

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Entre os próximos movimentos está justamente a gestão das carteiras das 67ª e 72ª emissões, que têm vencimento previsto para julho de 2027. O fundo também aponta como prioridade a preparação para o início das distribuições de rendimentos aos cotistas.

Liquidez do Fiagro no secundário cresce em agosto

Além da mudança na composição da carteira, o ROCA11 registrou aumento da negociação de suas cotas no mercado secundário. Foram R$ 1,69 milhão negociados ao longo de agosto, mas praticamente todo esse volume ficou concentrado no fim do mês.

Segundo o relatório, 99,8% da movimentação ocorreu na última semana de agosto, sinalizando uma aceleração relevante da liquidez do fundo em relação ao restante do período.

A pulverização da carteira reduz a dependência do desempenho de uma única operação e muda o perfil de exposição do fundo. A queda da maior posição, de 44,8% para 15,1% do PL, foi o principal movimento nesse sentido.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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