CPTS11 paga dividendos de 115,9% do CDI; veja resultados do mês
O fundo imobiliário CPTS11 encerrou julho de 2026 com resultado de R$ 30,435 milhões, equivalente a R$ 0,084 por cota.
O montante ficou abaixo dos R$ 36,879 milhões registrados em junho, quando o resultado havia alcançado R$ 0,101 por cota. Mesmo com essa redução mensal, a distribuição de dividendos do CPTS11 permaneceu em R$ 0,09 por cota.
Em julho, as receitas somaram R$ 46,594 milhões, enquanto as despesas chegaram a R$ 16,158 milhões.
Entre as principais fontes de receita estiveram R$ 11,862 milhões em rendimentos de FIIs, R$ 8,412 milhões vindos de CRIs e R$ 26,203 milhões em ganhos de capital com fundos imobiliários.
O fundo imobiliário CPTS11 distribuiu R$ 32,715 milhões em dividendos referentes ao período. O pagamento de R$ 0,09 por cota foi programado para 21 de agosto de 2026 aos investidores com direito ao rendimento na data de divulgação.
Segundo o relatório, o provento correspondeu a 115,9% do CDI, considerando o CDI líquido de imposto de 15% e a cotação de mercado do fundo. Ao fim do mês, havia R$ 0,004 por cota de resultado acumulado.
O rendimento pago em julho repetiu o patamar observado nos meses anteriores. Pela cotação de R$ 7,52 registrada no fechamento de julho, o relatório aponta dividend yield anualizado de 15,35%. Nos últimos 12 meses, o indicador chegou a 14,30%.
Para os próximos meses, o FII CPTS11 apresentou projeção central de distribuição de R$ 0,09 por cota. O intervalo estimado pela gestão vai de R$ 0,08 a R$ 0,10 por cota, mas o próprio relatório ressalta que essas projeções são baseadas em cenários e não representam garantia de retorno.
Carteira do CPTS11 fecha julho com 84 FIIs e 10 CRIs
Na composição dos investimentos, os fundos imobiliários continuaram concentrando a maior parcela dos ativos.
Ao fim de julho, 67,7% da carteira estava aplicada em 84 FIIs. Dentro desse grupo, 82,2% correspondia a fundos de tijolo e 17,8% a fundos de papel.
Já a carteira de crédito do fundo CPTS11 reunia 10 CRIs e representava 22,9% dos ativos. Todos os papéis eram indexados ao IPCA, com marcação média de IPCA + 8,86% ao ano.
A gestão também informou que 100% dos ativos de crédito permaneciam adimplentes e classificou a carteira como high grade, sem operações estressadas.
Os outros 9,3% dos ativos estavam vinculados a operações de carrego de FIIs para outros fundos, pelas quais o CPTS11 recebe remuneração de CDI + 1% ao ano. Na carteira de FIIs, shopping centers apareciam como a maior exposição, com 22,8% dessa parcela dos investimentos.
Fundo movimenta carteira de CRIs em julho
As operações definitivas com recebíveis foram pontuais no mês. O fundo comprou aproximadamente R$ 128 mil em CRIs, com taxa média de aquisição de IPCA + 10,98% e spread médio de 2,10%. As compras envolveram operações ligadas a GPA/TRX, BRF e São Carlos.
Do lado das vendas, foram negociados cerca de R$ 7 mil de um CRI ligado à São Carlos, com taxa média de IPCA + 10,38% e spread de 1,56%. A transação gerou resultado de R$ 290.
No mercado secundário, a cota terminou julho em R$ 7,52, diante de valor patrimonial de R$ 8,56. A rentabilidade a mercado ajustada pelos proventos foi de 1,34% no período, enquanto a patrimonial ficou em -0,06%. Ao final do mês, o CPTS11 contabilizava 398.167 cotistas, ante 392.504 no mês anterior.