Investir em FIIs ou comprar um imóvel: o que é melhor com R$ 1 milhão?
Investir em FIIs ou comprar um imóvel é uma dúvida comum entre quem pretende aplicar R$ 1 milhão no mercado imobiliário. Para Marcos Baroni, analista de valores mobiliários certificado CNPI e vinculado à Suno Research, não existe uma resposta única: a decisão depende do perfil do investidor, das oportunidades disponíveis e do nível de controle desejado sobre o patrimônio.
No vídeo em que compara imóveis físicos e fundos imobiliários, Baroni afirma que a propriedade direta pode ser superior em situações específicas.
“Um imóvel físico pode ser superior quando você, por exemplo, tiver um imóvel de alto valor agregado, um ponto comercial excelente numa cidade que você mora”, diz.
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Quando vale mais a pena comprar um imóvel?
Segundo Baroni, o imóvel físico pode ser mais interessante quando o investidor conhece bem o mercado e consegue encontrar oportunidades diferenciadas.
Ele cita casos de compra de terrenos para desenvolvimento, construção de kitnets ou galpões e participação em projetos imobiliários. Nesses casos, capacidade de negociação, rede de contatos e conhecimento operacional podem elevar o retorno sobre o custo do investimento.
Com R$ 1 milhão, o investidor também pode ter acesso a ativos de maior valor ou usar parte do capital em projetos que exigem mais recursos. A propriedade direta ainda oferece maior autonomia sobre compra, reformas e venda, dando diferentes pontos de vista sobre investir em FIIs ou comprar um imóvel.
Quais são as vantagens de investir em fundos imobiliários?
Nos fundos imobiliários, uma das principais vantagens é delegar a operação dos ativos a uma gestão profissional.
“Você está terceirizando as decisões operacionais para um gestor profissional que tem uma equipe de engenharia, uma equipe operacional que eventualmente vai acompanhar isso para você”, afirma Baroni.
Além de reduzir o trabalho com manutenção e locatários, os FIIs de tijolo permitem distribuir o capital entre diferentes imóveis. Isso diminui a concentração que pode existir quando R$ 1 milhão é direcionado a uma única propriedade.
Quais são os riscos de investir em FIIs?
A gestão profissional também reduz o controle do cotista sobre cada imóvel.
“Você não vai ter mais nenhuma escritura na sua gaveta”, explica Baroni. O gestor pode comprar ou vender ativos sem que a decisão agrade a todos os investidores, e o cotista permanece exposto ao portfólio completo do fundo.
Baroni também ressalta que uma carteira de FIIs não deve ser comprada e esquecida. Relatórios, decisões da gestão e investimentos em manutenção dos imóveis precisam ser acompanhados.
É possível investir em imóvel e FIIs ao mesmo tempo?
Com um patrimônio de R$ 1 milhão, o investidor não precisa necessariamente escolher apenas entre investir em FIIs ou comprar um imóvel, podendo optar pelas duas formas de investimento.
Uma parte do capital pode ser destinada a um imóvel físico, preservando maior controle sobre um ativo específico, enquanto outra parcela pode ser direcionada a FIIs, ampliando a diversificação da carteira e a exposição a diferentes imóveis e segmentos.
Essa combinação também permite aproveitar características distintas das duas formas de investimento e reduzir a dependência de uma única estratégia imobiliária.
Investir em FIIs ou comprar um imóvel: o que é melhor com R$ 1 milhão?
A escolha depende dos objetivos do investidor. O imóvel pode fazer mais sentido para quem encontra uma oportunidade específica e deseja maior controle. Já os FIIs favorecem diversificação e menor trabalho operacional.
Também existe a possibilidade de combinar as duas alternativas. Por isso, investir em FIIs ou comprar um imóvel envolve avaliar concentração na alocação, diversificação, capacidade de gestão e autonomia desejada, e não apenas definir qual opção receberá todo o capital disponível.