Tipos de fundo de investimento – Conheça os 7 principais

Multimercados, renda fixa, ações, você sabe quais são os tipos de fundo de investimento classificados pela CVM?

Os tipos de fundo de investimento são divididos de acordo com a composição da sua carteira.

Os principais tipos de fundo de investimento, com suas vantagens e desvantagens, são  classificados pela Comissão de Valores Mobiliários, que é o órgão do governo responsável em regulamentar o mercado de capitais brasileiro, de acordo com os ativos em que é investido o capital presente dentro do fundo.

Classificação da CVM para os fundos de investimento

tipos de fundo de investimento

As classificações são definidas a partir do principal fator de risco associado à carteira do fundo.

Esse risco pode ser o índice de preço, a taxa de juros, o índice de ações ou o preço do ativo, cuja variação pode produzir maiores efeitos sobre o valor da sua aplicação no fundo.

Esses são os principais fundos de investimento:

  1. Curto prazo
  2. Referenciados
  3. Renda fixa
  4. Ações
  5. Cambiais
  6. Dívida externa
  7. Multimercado

Tipos de fundo de investimento

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#1 Curto Prazo

Costumam acompanhar as variações das taxas de juros, investindo exclusivamente em títulos públicos federais prefixados ou privados.

Em geral, a rentabilidade desses fundos está ligada à Selic ou ao CDI.

Ele é indicado para os mais conservadores e que planejam resgatar seus recursos em menos de 1 ano.

  • Vantagem - Alta liquidez (facilidade de converter os títulos em dinheiro), garantia de resgate no curto prazo.
  • Desvantagens - Rentabilidade menor do que fundos de prazo mais longo. Além disso, investimentos mais curtos pagam impostos maiores.

#2 Referenciados

Seguem algum índice de referência.

Nestes fundos, no mínimo 95% dos ativos estão atrelados à variação de um parâmetro específico.

Nessa modalidade é que se encontram os referenciados DI, que recebem essa terminologia por estarem ligados às flutuações das taxas de juros do CDI.

  • Vantagem - Os DI são um dos ativos mais seguros do mercado por serem formados, basicamente, por títulos do Tesouro.
  • Desvantagem - Os DI cobram taxas de administração que, em geral, são bastante altas.

#3 Renda Fixa

Caracteriza-se por ter, no mínimo, 80% do seu patrimônio em títulos públicos ou privados que variam de acordo com a taxa de juros doméstica (como títulos prefixados ou pós-fixados, ou com os índices de inflação, tais quais IGP-M ou IPCA).

  • Vantagem - Perfeito para momentos de queda na taxa de juros.
  • Desvantagem - Se a Selic subir, neste caso, ter fixado um referencial lá no início da aplicação se torna desvantajoso

#4 Multimercados

Diluem o patrimônio total do fundo em diversas formas de ativos, combinando câmbio, ações, renda fixa, derivativos.

Ideal para resgate no médio e longo prazo.

Se por um lado possuem mais risco, por outro lado oferecem chances de ganhos mais significativos.

  • Vantagens - Ajustam-se facilmente às mudanças de cenários. Diversificação.
  • Desvantagens - Risco moderado a alto.

#5 Cambiais

Mantêm no mínimo 80% do seu patrimônio em ativos atrelados, direta ou indiretamente, à variação de preços de uma moeda estrangeira ou a mudanças na taxa de juros (cupom cambial).

  • Vantagem - Ideal a quem deseja preservar seu poder de compra em moeda estrangeira no longo prazo.
  • Desvantagens - Alto risco. Não refletem tão somente a flutuação cambial, já que a taxa de administração e o IR são descontados do patrimônio.

#6 Ações

Para ser caracterizado como fundo de ações, um mínimo de 67% da carteira deve ser composto por ações.

Os fundos passivos são aqueles em que o gestor segue algum índice como referência para a elaboração de sua estratégia (como IBrX ou Ibovespa).

Já os fundos ativos são os que o gestor toma as suas decisões com base em suas próprias análises de mercado.

  • Vantagem - A inconstância do mercado acionário oferece oportunidade de rentabilidade maior do que os outros fundos.
  • Desvantagens - Alto risco. Não são indicados a quem precisará do dinheiro no curto prazo.

#7 Dívida Externa

Aplicam ao menos 80% da carteira em títulos representativos da dívida externa brasileira.

Os rendimentos dessa classe de fundos são determinados por uma conjunção entre diferença cambial, taxa de juros paga pelos ativos e performance destes no mercado internacional.

  • Vantagens - Possibilidade de ter títulos negociados fora do Brasil, o que pode render lucro no longo prazo.
  • Desvantagens - Risco de perder rentabilidade em função das flutuações de câmbio.

Considerações

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Em linhas gerais, podemos concluir que o investidor deve ficar bastante atento, e analisar os tipos de fundo de investimento e suas classificações, para assim não ter dúvidas nem erros na hora de fazer as aplicações. Bons investimentos.

Rafael Campagnaro
Rafael Campagnaro Head de Conteúdo

Engenheiro por formação, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado financeiro no FIIs.com.br desde que iniciou no universo das finanças.

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