70% da safrinha já foi colhida no Brasil; SNFZ11 tem fazendas em Mato Grosso
A colheita do milho de segunda safra 2025/26 chegou a 69,1% da área plantada no Brasil, avanço de 10,8 pontos percentuais em uma semana, segundo a Conab. Apesar da aceleração, os trabalhos ainda estão abaixo dos 75,2% registrados no mesmo período da temporada passada e da média de cinco anos, de 74,5%.
O ritmo observado no país ocorre em um momento importante para o SNFZ11, que possui três fazendas em Gaúcha do Norte (MT), região inserida em uma das principais fronteiras agrícolas do país e com forte presença do sistema de sucessão entre soja e milho safrinha.
Entre os principais produtores, Mato Grosso apresenta um dos estágios mais avançados da colheita. Segundo a Conab, 95,7% da área de milho safrinha já havia sido colhida no estado, praticamente em linha com a média dos últimos cinco anos, de 95,6%.
A relevância de Mato Grosso para a tese do SNFZ11 está justamente na capacidade de utilização das terras durante diferentes ciclos agrícolas. As propriedades do fundo — Coliseu, Triângulo da Gaúcha e Xavante — estão localizadas em Gaúcha do Norte e são arrendadas à Jequitibá Agro.
Na Fazenda Xavante, inclusive, o plantio do milho começou após a conclusão da colheita da soja 2025/26, mostrando na prática a utilização do modelo de segunda safra nas propriedades do fundo
Mato Grosso concentra força da safrinha e beneficia estratégia do SNFZ11
O protagonismo de Mato Grosso no milho safrinha também aparece nas projeções para a produção estadual. Estimativas divulgadas ao longo do ciclo apontaram produção superior a 51 milhões de toneladas para o estado, mantendo a liderança nacional do cereal.
A dinâmica de sucessão entre soja e milho é relevante para propriedades agrícolas porque permite utilizar a mesma área em diferentes períodos do ano. Para o SNFZ11, essa característica reforça a importância de suas terras estarem localizadas em uma região adaptada ao cultivo de duas safras.
O milho safrinha também ganhou importância dentro do agronegócio brasileiro e responde por aproximadamente 75% da produção nacional de milho, sendo utilizado em cadeias como alimentação animal, produção de etanol e exportações.
Para as propriedades do SNFZ11, a diversificação entre culturas pode contribuir para uma utilização mais eficiente do solo e reduzir a dependência de um único ciclo agrícola. A estratégia combina a produção de soja no verão com o cultivo de milho na sequência.
O modelo também está alinhado à proposta do fundo de investir em terras agrícolas produtivas, arrendá-las a operadores e buscar tanto geração de renda quanto valorização patrimonial das propriedades.
Colheita avança, mas ritmo nacional segue abaixo da média
Embora Mato Grosso esteja praticamente no fim da colheita, outros importantes produtores ainda apresentam uma parcela significativa das lavouras no campo. Na última atualização da Conab, o Paraná havia colhido 38% da área, Goiás 58% e Mato Grosso do Sul 37%.
A diferença de ritmo entre os estados está relacionada às particularidades do calendário agrícola e das condições de cada região. No caso mato-grossense, o avanço da colheita é favorecido pelo modelo consolidado de produção de soja seguido pelo milho.