ARRI11: fundo imobiliário paga dividendos de 1,14% ao mês; veja estratégia atual do FII
O fundo imobiliário ARRI11 encerrou abril com resultado de R$ 2,135 milhões, desempenho 51,57% superior ao registrado em março. O resultado mensal foi sustentado por uma receita de R$ 2,433 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 297 mil no período.
Em abril, o IFIX avançou 1,53%, enquanto o ARRI11 acumulou desvalorização de 10,77%. Ao final do mês, as cotas eram negociadas a 72,12% do valor patrimonial do fundo.
Voltado para operações de crédito imobiliário de perfil high yield, o fundo imobiliário ARRI11 distribuiu R$ 0,07 por cota referente ao período.
O pagamento representou um dividend yield mensal de 1,14%, equivalente a 14,60% anualizado. Considerando os últimos 12 meses, o dividend yield acumulado alcançou 16,97%.
A cota patrimonial do fundo encerrou abril em R$ 8,43. Na carteira, o ARRI11 mantinha 20 ativos distribuídos em oito estados e cinco segmentos diferentes do mercado imobiliário, considerando a estratégia de diversificação da gestão.
Alocação da carteira do fundo imobiliário ARRI11
A maior parte do patrimônio segue alocada em crédito imobiliário. Os CRIs representavam 80,0% do patrimônio líquido do fundo ARRI11 ao final de abril, enquanto os investimentos em FIIs somavam 17,4%. A posição de caixa correspondia a 2,8% da carteira.
Em relação aos indexadores, o portfólio permanecia predominantemente exposto à inflação, com 80,7% dos ativos atrelados ao IPCA.
Já os ativos indexados ao CDI respondiam por 19,3% da carteira. A taxa média ponderada dos investimentos era de IPCA + 11,65% ao ano e CDI + 5,03% ao ano.
Na divisão por perfil de risco, os ativos classificados como high yield concentravam 86,1% do portfólio, enquanto operações middle grade representavam 13,6%. A exposição a ativos high grade era residual, em apenas 0,3%.
Entre os segmentos imobiliários financiados pelo FII ARRI11, o maior peso estava em incorporação, com 38,9% da carteira.
Na sequência apareciam loteamentos, com 28,7%, ativos corporativos, com 13,9%, imóveis logísticos, com 10,3%, e hotelaria, com 8,2%.
Geograficamente, São Paulo concentrava a maior parcela das operações, respondendo por 36,2% da carteira. O Rio de Janeiro aparecia logo depois, com 29,9%, seguido por Santa Catarina, com 13,0%, e Tocantins, com 8,8%.
Os demais estados presentes no portfólio do ARRI11, como Amazonas, Paraná, Bahia e Minas Gerais, somavam conjuntamente 12,1% da exposição do fundo.