O‌ ‌‌IFIX‌‌ fechou ‌a‌ ‌última‌ segunda-feira‌ ‌(9)‌ ‌em queda de -0,32%,‌ terminando ‌o‌ ‌dia‌ ‌em 2.769,53 pontos.‌ ‌No‌ ‌acumulado‌ ‌do‌ ‌mês‌ ‌de‌ agosto ‌e‌ ‌do‌ ‌ano‌ ‌de‌ ‌2021,‌ ‌a‌ ‌variação‌ ‌do‌ ‌índice‌ ‌é‌ ‌de‌ -1,93%‌ ‌e‌ -3,5%,‌ ‌respectivamente.‌ ‌

Também, o ‌‌índice‌‌ ‌‌‌‌SUNO30‌‌‌‌ ‌‌fechou‌‌ ‌‌em‌‌ queda ‌de‌ -‌0,32%‌ ‌‌e‌‌ ‌101,19 ‌pontos.‌‌ ‌‌Veja‌‌ ‌‌na‌‌ ‌‌tabela‌‌ ‌‌‌abaixo:‌‌ ‌ 

fechamento fiis

Confira as principais notícias do mercado de FIIs:

HGCR11 informa resultados e operações realizadas no mês

Em relatório gerencial apresentado aos cotistas na última segunda-feira (9), a gestão do CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11) comunicou o desempenho do fundo no mês de julho. Também, a Credit Suisse - gestora em questão - apresentou os dados referentes às operações efetuadas no portfólio do fundo.

Em relação à distribuição de resultados, será pago aos cotistas o valor de R$ 0,80 por cota referente aos rendimentos de julho. Confira abaixo:

HGCR11

Em julho, o volume de negociação do HGCR11 no mercado secundário foi de R$ 56,4 milhões, bem menor que os R$ 82,5 milhões em junho. Na visão da gestão, essa diminuição veio como impacto do início da discussão nova reforma tributária, “que impactou a liquidez e preços do IFIX de forma geral”. 

Mesmo assim, no fim de julho, houve um aumento do número de investidores para 59.500 (vs 58.431 ao final junho/21). 

Os investimentos do fundo em julho

O fundo encerrou o mês com 97,5% do patrimônio líquido alocado em ativos alvo, com a posição de CRIs distribuída em 50,4% indexada ao CDI e 49,6% indexada a índices de inflação. Veja abaixo os principais ativos da carteira do HGCR11:

HGCR11

Desta forma, a gestão informou que durante o mês de julho, houve o resgate antecipado integral do CRI Lucio Engenharia, no valor de R$ 3,7 mil, encerrando a posição inicialmente adquirida em agosto de 2013. 

Também, foi realizada movimentação total entre compras e vendas na ordem de R$ 133,8 milhões, sendo que a alocação líquida total foi de R$ +20,9 milhões, de forma que o fundo ainda possui R$32 milhões em caixa.

A seguir, as movimentações realizadas:

  • Aquisição de R$ 62,7 milhões do CRI Creditas 3 à taxa de IPCA + 6,65% a.a.. 
  • Aumento da posição em R$ 13,9 milhões do CRI Sforza e encerramento das integralizações do CRI. 
  • A alocação final foi realizada em duas séries, conforme abaixo: a. R$ 5,8 milhões do CRI Sforza CDI, à taxa de CDI+5,85% a.a.. b. R$ 8,1 milhões do CRI Sforza IPCA, à taxa de IPCA+8,00% a.a.. 
  • Aumento da posição em R$ 750,0 mil do FII SPVJ11, por meio da quarta chamada de capital da 3ª emissão de cotas. O FII possui expectativa de rentabilidade de aproximadamente IPCA+8% a.a.; 
  • Venda de R$ 50,3 milhões do CRI Haddock Lobo via mercado secundário. O CRI havia sido adquirido pela primeira vez em janeiro de 2020 à taxa de CDI + 3% a.a. 
  • Resgate antecipado integral do CRI Lucio Engenharia, em volume de R$ 3,7 mil. O ativo foi adquirido pelo Fundo pela primeira vez em agosto de 2013; 
  • Amortização de R$ 2,6 milhões e encerramento da posição no FII LOFT13B, o FII foi inicialmente adquirido em dezembro de 2019 e apresentou rentabilidade de 9,37% a.a., equivalente a CDI + 6,4% a.a.; 
  • Vendas adicionais de R$ 3,5 milhões em cotas de FIIs, que geraram lucro de R$ 57,6 mil.

O CSHG Recebíveis Imobiliários é um fundo imobiliário do tipo papel especializado em compra e vendas de certificados de recebíveis imobiliários (CRIs). O fundo também possui outros ativos, como cotas de FIIs e ativos de renda fixa. 

HGRE11 informa resultados e explica vacância do fundo

A Credit Suisse, gestora do CSHG Real Estate (HGRE11), comunicou nesta segunda-feira (9) aos seus investidores por meio de relatório gerencial, os resultados do mês de julho. Como complemento, os cotistas foram informados sobre a vacância do fundo e novas locações. 

O CSHG Real Estate é um fundo imobiliário do tipo tijolo com foco no mercado de escritórios comerciais. 

Em relação ao mês de julho, o fundo apresentou uma receita total de R$ 9,6 milhões, o que levou a um resultado de R$ 7,3 milhões - R$ 0,62 por cota -, valor próximo ao recorrente do fundo. Confira abaixo:

HGRE11

Vacância e possibilidade de novas alocações

O fundo fechou o mês de julho com 24,76% de vacância física e 22,89% de vacância financeira. A gestão explica que houve um leve aumento em relação ao mês de junho por causa da “devolução dos dois andares ocupados pela Cooper Standard no Centro Empresarial Dom Pedro e da renovação do contrato com redução de aluguel firmada com a Vivo no imóvel de Curitiba”. 

Confira no gráfico abaixo a evolução da vacância do HGRE11:

HGRE11

No entanto, Credit Suisse explicou que a dinâmica a procura por locações de lajes tem melhorado à medida que os indicadores da covid-19 têm caído no país. A gestão informou que tem ocorrido muitas visitas em todos os ativos com vacância da carteira.

De todas as sondagens nos imóveis do HGRE11, há uma negociação bem avançada para a locação da Torre Martiniano e com boas chances de fechamento, segundo as expectativas do fundo. 

“Há possibilidade de locações das lojas do mall e da futura praça de alimentação, sendo que a segunda está praticamente toda comercializada com dois grandes grupos que colocarão 7 operações distintas de alimentação e um café, restando apenas alguns quiosques”, disse a gestora. 

Também, há conversas avançadas para a venda dos outros cinco andares que o fundo ainda detém do Ed. Mario Garnero, encerrando assim a participação no ativo visando a composição do caixa para honrar os compromissos deste ano que são a parcela final da aquisição do Ed. Chucri Zaidan e o término das obras da Torre Martininano. 

KISU11 demonstra resultados e comenta sobre seus ativos

A gestão do fundo Kilima FIC de FII SUNO30 (KISU11) detalhou em seu Relatório Gerencial divulgado segunda-feira (9), a performance do fundo no mês de julho. A gestora Kilima Gestão de Recursos além de publicar os resultados do fundo, também comentou sobre o mercado de FIIs e seus ativos. 

A gestão comentou que o desdobramento das cotas do KISU11 foi positivo. Antes disso, o fundo já possuía boa liquidez e pulverização, no valor de 93 milhões. Depois do desdobramento, esse valor chegou próximo a 500 milhões. 

Em relação à distribuição de proventos, o valor do dividendo ao cotista foi de R$0,06 por cota, lembrando que após o desdobramento a cota do KISU11 está com o preço próximo a R$10,00. O dividend yield foi de 0,62%. Observe nos resultados abaixo:

KISU11

Em relação a julho, o fundo prosseguiu alocando recursos da emissão de cotas, com 88,4% já investidos em diversos ativos. 

Desempenho do fundo 

A gestão explicou que os fluxos gerados durante o mês foram afetados pelo desmembramento das cotas. Com a mudança, “muitos investidores pessoa física reduziram suas posições no fundo visando um ganho de capital”. 

Neste mês de agosto, a gestão afirmou que o KISU11 terá um maior aumento na base de cotistas, que aproveitaram o preço do fundo para maior exposição. 

Em relação aos investimentos, a gestão comentou o quanto cada segmento de FII está no atual momento. Para a Kilima Gestão, os ativos logísticos seguem em bom momento, com rendimentos estáveis e com menor risco no curto prazo. 

No caso dos fundos de lajes corporativas, a gestora reconhece que os mesmos foram afetados pela pandemia, mas os fundos com ativos em regiões localizadas estão melhores no atual contexto de mercado. 

O setor de shoppings segue em recuperação, principalmente com a diminuição de casos e mortes causadas pela covid-19. 

Também, a gestora comentou do setor bancário/varejo, mencionando especificamente do RBVA11, fundo que está na carteira do KISU11. Na visão da gestão, a “preocupação neste setor fica por conta da proximidade do fim do prazo dos contratos e a intenção dos bancos de desmobilizar, fazendo que o RBVA11 adote uma estratégia de venda de ativos para aumentar sua posição no varejo”. 

Por fim, os fundos de CRI seguem fortes no mercado, haja vista que seus indexadores atrelados à inflação e ao CDI têm trazido bons dividendos para os fundos do segmento. 

Abaixo, segue o perfil de investimentos do KISU11 no mercado de FIIs:

KISU11

O KISU11 é um FII (fundo de fundos) que tem por objetivo seguir a carteira teórica do índice de referência SUNO 30 FII. Fundado em outubro de 2020, sua primeira negociação na bolsa foi em janeiro (15) deste ano.