Dividendos de FIIs: Baroni comenta variações de BTLG11, XPML11, ALZR11 e outros

Proventos podem variar de acordo com rotatividade no portfólio e receitas extraordinários, afirmou head de fundos imobiliários da Suno Research

Dividendos de FIIs: Baroni comenta variações de BTLG11, XPML11, ALZR11 e outros
Dividendos de FIIs podem flutuar por diversos fatores - Foto: Pixabay

A flutuação nos dividendos de FIIs pagos ao longo dos meses O professor Marcos Baroni, head de Fundos Imobiliários da Suno Research, comentou os resultados apresentados por alguns fundos em janeiro durante live em seu canal acompanhado do analista Marcos Correa.

Durante a conversa, eles comentaram que a queda nos proventos do fundo Alianza Trust Renda Imobiliária (AZLR11), por exemplo, pode ser explicada pelas receitas extraordinárias obtidas pelo fundo em meses anteriores. Em janeiro, o FII pagou R$ 0,797555 por cota, ante R$ 0,825 em dezembro.

“É preciso ter cautela porque o AZLR11 é um fundo de rendimento-base mais baixo. Ele vinha pagando mais porque tinha receitas extraordinárias. Além disso, é um fundo com R$ 300 milhões em caixa, com rendimento em CDI, que está em queda, o que acarreta na queda das receitas financeiras”, avalia Baroni.

Segundo ele, o FII está em meio a um processo de aquisição de ativos que demorou mais que o esperado para se concretizar, além de ter suspendido uma venda iminente. “A gestão recebeu uma multa e agora deve voltar ao mercado para tentar concretizar essa venda e, com ela, um ganho de capital que possa manter o patamar de dividendos”, explicou Baroni, que projetou rendimentos-base para o fundo, nos próximos meses, na faixa de R$ 0,72 a R$ 0,75.

Dividendos de FIIs: gestão ativa permitiu alta do BTLG11

Já o BTG Pactual Logística (BTLG11) aumentou os dividendos de R$ 0,76 em dezembro para R$ 0,81 em janeiro, segundo os analistas um fruto de sua gestão ativa de portfólio, com uma série de vendas e aquisições reportadas nos últimos meses, como a venda do terreno da antiga fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo, do qual detinha 25% na expectativa de criação de um parque logístico que até agora não se concretizou.

“O BTLG11 tem uma estrutura muito complexa para algumas operações que causam dificuldade ao cotista na visualização de resultados, mas já melhorou bastante e é um fundo grande, com administrador forte, que realiza um trabalho ativo”, comentou Baroni.

Quanto ao XPML11, que pagou rendimento recorde em janeiro, de R$ 0,92, o professor explicou que ainda não é possível ter certeza de que o aumento será recorrente, mas as projeções são otimistas.

“O fundo está ficando cada vez mais azeitado e melhor em condição de portfólio. Na minha visão, tem um horizonte bem positivo, com um rendimento-base na faixa de R$ 0,90 que me parece bem consistente”, concluiu Baroni.

foto: Fernando Cesarotti
Fernando Cesarotti
Editor

Jornalista.

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