Dólar abaixo de R$ 5: o que explica a queda da moeda e como investir neste cenário
O dólar acumula forte desvalorização frente ao real em 2026. Depois de encerrar o pregão de 18 de dezembro de 2024 em R$ 6,27, a moeda norte-americana voltou a ser negociada abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos. No acumulado deste ano, a queda se aproxima de 9%, enquanto a desvalorização em 12 meses supera 11%.
A discussão sobre os próximos passos da moeda ganhou ainda mais relevância diante desse movimento. Em meio a esse cenário, a Suno realiza nesta terça-feira (26), às 19h, uma live gratuita sobre investimentos internacionais e dolarização de patrimônio. O encontro vai abordar como investidores brasileiros utilizam ativos no exterior para diversificar o patrimônio e acessar oportunidades fora do mercado doméstico.
A queda recente do dólar também levou instituições financeiras a revisarem suas projeções para o câmbio. A XP Investimentos reduziu sua estimativa para a moeda norte-americana no fim de 2026 de R$ 5,30 para R$ 5,00. Já o BTG Pactual cortou sua projeção para este ano de R$ 5,20 para R$ 4,90.
Mercado reduz projeções para o dólar
O movimento de revisão não se restringe aos grandes bancos. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (25), a mediana das projeções para o dólar ao fim de 2026 caiu de R$ 5,30 para R$ 5,25 em apenas uma semana. Há um mês, a expectativa era de R$ 5,40.
A trajetória recente da moeda reflete uma combinação de fatores internos e externos, incluindo a melhora na percepção sobre ativos brasileiros e mudanças nas expectativas para os juros nos Estados Unidos. O resultado foi uma valorização expressiva do real ao longo dos primeiros meses do ano.
Embora as projeções apontem para um dólar mais baixo do que o esperado anteriormente, analistas ressaltam que previsões cambiais costumam sofrer alterações frequentes conforme o cenário econômico evolui.
Vale a pena investir no exterior com o dólar em queda?
Mesmo com a desvalorização recente da moeda americana, especialistas defendem que a exposição internacional continue fazendo parte de uma estratégia de longo prazo. Isso porque a diversificação geográfica ajuda a reduzir a dependência de um único mercado e amplia o acesso a oportunidades de investimento globais.
Além da proteção cambial, investir fora do Brasil permite exposição a empresas líderes em setores como tecnologia, saúde e inteligência artificial, muitas delas ausentes da bolsa brasileira. Também oferece acesso a diferentes economias e moedas, contribuindo para a construção de uma carteira mais equilibrada.
Nesse contexto, a discussão sobre dolarização do patrimônio volta ao radar dos investidores. Mais do que uma aposta na alta ou na queda do dólar, a estratégia busca ampliar a diversificação e reduzir riscos concentrados na economia brasileira. A live promovida pela Suno nesta terça-feira pretende justamente discutir como essa abordagem pode ser utilizada por investidores que buscam construir patrimônio de longo prazo.
Na live promovida pela Suno nesta terça-feira (26), os investidores poderão entender melhor como funciona a dolarização do patrimônio e quais oportunidades existem atualmente no mercado internacional. Para acompanhar a live, clique neste link e inscreva-se gratuitamente.