Eleições podem afetar FIIs? Masterclass aborda como preparar investimentos para a volatilidade

Eleições podem afetar FIIs? Masterclass aborda como preparar investimentos para a volatilidade
Foto: Suno/Banco

A aproximação das eleições pode adicionar volatilidade aos investimentos. Pesquisas eleitorais, debates e propostas econômicas podem provocar movimentos na Bolsa, no dólar e na curva de juros, mesmo antes de qualquer medida efetivamente sair do papel.

Isso ocorre porque o mercado tenta antecipar os possíveis efeitos do resultado eleitoral sobre gastos públicos, inflação, juros, câmbio e atividade econômica. No segundo semestre, a expectativa apresentada na fonte é de oscilações mais fortes à medida que a eleição se aproxima.

Esse cenário não significa, porém, que o investidor precise zerar posições ou tentar antecipar o resultado das urnas. A estratégia apresentada no documento passa por reduzir concentrações, preservar liquidez e manter os investimentos compatíveis com os objetivos e o prazo de cada investidor.

Com o objetivo de aprofundar o assunto, a Suno Consultoria realiza nesta terça-feira, em 25 de agosto, às 19h, a masterclass gratuita “Patrimônio resiliente em ano eleitoral”. Ao longo de uma hora, João Arthur Almeida, CIO da Suno Consultoria, abordará concentração invisível, caixa como posição e estratégias para diferentes resultados das urnas. Para se inscrever e assistir à masterclass, clique neste link

Por que eleições podem afetar investimentos?

O mercado financeiro pode reagir antes mesmo da definição da eleição. Conforme pesquisas, debates e propostas econômicas alteram as expectativas dos investidores, os preços dos ativos podem registrar movimentos em resposta às perspectivas para gastos públicos, inflação, juros, câmbio e atividade econômica.

Por isso, as oscilações podem ocorrer antes de qualquer mudança concreta na política econômica.

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Os FIIs aparecem nesse contexto como uma das classes de ativos que podem compor uma carteira diversificada. Renda fixa, ações, fundos imobiliários e investimentos internacionais respondem de maneiras distintas às mudanças nos juros, no câmbio e nas expectativas econômicas.

Assim, o período eleitoral não exige necessariamente uma mudança completa da carteira. O ponto de atenção está na exposição do patrimônio a diferentes cenários e na compatibilidade dos investimentos com os objetivos definidos.

Diversificação reduz concentração da carteira

Uma carteira concentrada em poucos ativos, empresas ou setores fica mais vulnerável a mudanças na percepção do mercado. Companhias estatais, bancos, construtoras e negócios dependentes de concessões públicas podem reagir com maior intensidade às propostas apresentadas pelos candidatos.

A diversificação pode envolver diferentes classes de ativos, prazos, indexadores, setores e regiões geográficas. Entre as classes mencionadas estão renda fixa, ações, fundos imobiliários e investimentos internacionais.

Diversificar, entretanto, não significa apenas aumentar o número de investimentos. A composição da carteira precisa considerar o perfil de risco, os objetivos financeiros e o horizonte de investimento.

A diversificação também não elimina a possibilidade de perdas. Seu papel é reduzir a exposição excessiva a um único ativo, setor ou cenário econômico.

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Liquidez evita vendas em momentos desfavoráveis

Outro ponto destacado para períodos de maior volatilidade é a liquidez. Manter parte dos recursos em aplicações que possam ser acessadas rapidamente ajuda o investidor a enfrentar despesas inesperadas sem precisar vender outros ativos em um momento desfavorável.

Esse cuidado pode ganhar relevância quando os preços dos investimentos apresentam oscilações mais fortes. Se o investidor precisar de recursos justamente durante um período de queda, a falta de liquidez disponível pode levá-lo a vender posições em condições diferentes das planejadas.

Por isso, a preservação de liquidez é um dos componentes da preparação da carteira para um ano eleitoral, ao lado da redução de concentrações e da adequação dos investimentos aos objetivos e prazos do investidor.

Rebalancear não significa reagir a cada pesquisa

A revisão da carteira pode servir para identificar concentrações excessivas e verificar se os investimentos continuam compatíveis com os objetivos, o perfil de risco e o prazo estabelecido. Isso é diferente de modificar repetidamente as posições de acordo com pesquisas eleitorais ou manchetes.

O rebalanceamento deve seguir critérios previamente definidos, e não notícias ou pesquisas isoladas. Tentar mexer constantemente na carteira exigiria antecipar tanto o resultado eleitoral quanto a reação do mercado, algo que não pode ser conhecido previamente.

Para quem possui FIIs na carteira, a lógica apresentada é a mesma aplicada às demais classes: a decisão precisa considerar o papel daquele investimento dentro da estratégia, o prazo da posição, a diversificação da carteira e a tolerância do investidor às oscilações.

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O que observar durante o período eleitoral?

Com a aproximação das eleições, o investidor pode revisar como seu patrimônio está distribuído entre diferentes ativos, setores, indexadores, prazos e regiões geográficas.

Também é importante avaliar se existe concentração excessiva em determinados investimentos e se há liquidez suficiente para lidar com necessidades inesperadas sem depender da venda de posições em momentos desfavoráveis.

Outro ponto é verificar se os investimentos continuam adequados aos objetivos financeiros e ao horizonte definido. Mudanças frequentes motivadas apenas pelas notícias eleitorais podem representar uma tentativa de antecipar movimentos de mercado que permanecem incertos.

Para os investidores que possuem fundos imobiliários, os FIIs devem ser considerados dentro dessa avaliação mais ampla da carteira.

A proximidade das urnas pode trazer mais volatilidade aos mercados, mas não muda os princípios utilizados para organizar a carteira. Em vez de concentrar a estratégia em um único resultado eleitoral, deve-se priorizar diversificação, liquidez e investimentos compatíveis com objetivos, prazos e perfil do investidor.

Para inscrever-se na masterclass da Suno Consultoria nesta terça-feira, às 19h, clique aqui.

Você investe bem em fiis? Um consultor Suno pode te mostrar caminhos que talvez você não conheça.
foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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