TRBL11 encerra julho com vacância zerada, resultado de R$ 0,49 por cota e distribuição de R$ 0,44

TRBL11 encerra julho com vacância zerada, resultado de R$ 0,49 por cota e distribuição de R$ 0,44
TRBL11 encerra julho com vacância zerada, resultado de R$ 0,49 por cota e distribuição de R$ 0,44 (Foto: Pexels)

O TRBL11 (FII Tellus Rio Bravo Renda Logística) encerrou julho com vacância física zerada e resultado de R$ 3,8 milhões, equivalente a R$ 0,49 por cota. O fundo imobiliário anunciou ainda a distribuição de R$ 0,44 por cota em rendimentos, segundo o relatório gerencial divulgado pela gestão.

As receitas de locação alcançaram R$ 4,6 milhões no mês, ou R$ 0,59 por cota. O resultado financeiro somou aproximadamente R$ 311,7 mil, enquanto as despesas ficaram em R$ 1,09 milhão. Dentro desse montante, as despesas relacionadas ao CRI representaram R$ 610,7 mil.

O resultado de R$ 0,49 por cota ficou acima dos R$ 0,44 distribuídos. O relatório mostra ainda que o fundo imobiliário chegou ao fim do mês com cinco imóveis, 192.351 metros quadrados de área bruta locável (ABL) e 12 inquilinos.

TRBL11 projeta dividendos para 2º semestre

Um dos principais pontos do relatório foi a atualização das expectativas para os rendimentos. Com o fim das receitas não recorrentes, a gestão informou que espera uma estabilização da distribuição em um novo patamar no segundo semestre.

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A projeção apresentada pelo TRBL11 estabelece uma faixa de R$ 0,43 a R$ 0,50 por cota. Já o FFO, apresentado no relatório como resultado operacional recorrente mensal do fundo, está estimado entre R$ 0,45 e R$ 0,47 por cota. A própria gestão ressalta que esses números são projeções e não representam promessa ou garantia de resultados futuros.

A mudança fica mais evidente quando comparada aos pagamentos dos últimos meses. O TRBL11 distribuiu R$ 0,85 por cota em março, abril e maio. Em junho, o pagamento chegou a R$ 2,68 por cota, enquanto julho marcou o retorno para R$ 0,44. O relatório atribui o novo patamar esperado para o segundo semestre ao fim das receitas não recorrentes.

Considerando a distribuição de julho e a cotação de fechamento do mês, de R$ 57,54, o relatório aponta um dividend yield anualizado de 9,2%. O cálculo considera o rendimento mensal multiplicado por 12 e dividido pelo preço da cota no último pregão do período.

Vacância do fundo chega a zero

No lado operacional, o destaque foi a ocupação integral do portfólio. O TRBL11 terminou julho com 0% de vacância física, indicador que mede a proporção da área disponível sem locatários.

Os cinco ativos estão localizados em São Paulo, Minas Gerais e Bahia. O portfólio inclui TRBL Contagem, One Park, TRBL Guarulhos I, TRBL Guarulhos II e TRBL Feira de Santana. Entre os locatários estão Shopee, Braskem, Ambev, Futura Tintas e outras companhias.

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A maior concentração da receita contratada está no One Park, com 36%, seguido pelo TRBL Contagem, com 33%. Os imóveis de Guarulhos representam conjuntamente 23%, enquanto o ativo de Feira de Santana responde pelos 8% restantes.

O prazo médio ponderado dos contratos de locação, conhecido como WAULT, estava em 4,57 anos. Do total da receita contratada, 58,7% estava vinculada a contratos com vencimento a partir de 2030, enquanto 28,8% correspondia a contratos com vencimento em 2029.

Obras para a Shopee são concluídas

O relatório também informou a conclusão das obras realizadas para atender à operação da Shopee. As intervenções estavam relacionadas ao contrato de locação firmado com a companhia no TRBL Contagem.

Entre as mudanças realizadas estão a implantação de um anel viário ao redor do galpão, a ampliação da infraestrutura de controle de acesso, o aumento da capacidade de cross-docking, a construção de uma nova portaria e a criação de vagas adicionais para carretas e veículos leves.

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Separadamente, o fundo continuou em julho com serviços de adequação no TRBL Guarulhos I para permitir a ocupação de uma área recentemente locada. A expectativa apresentada pela gestão é de conclusão dessas reformas e melhorias ainda no segundo semestre.

Processos contra os Correios continuam

Outro tema abordado pela gestão foi o andamento de dois processos judiciais envolvendo os Correios. Um deles trata da cobrança da multa pela rescisão contratual, correspondente aos aluguéis que seriam devidos até o término originalmente previsto no contrato atípico. O segundo busca recuperar valores que, segundo o fundo, ficaram inadimplidos.

De acordo com o relatório, os dois processos permanecem em andamento e ainda não tiveram decisões de mérito. As principais discussões já foram apresentadas pelas partes, e os casos aguardam definições judiciais sobre o julgamento ou eventual necessidade de produção adicional de provas.

Em julho, o TRBL11 também registrou atraso pontual equivalente a aproximadamente 3,6% das receitas de locação. Segundo a gestão, uma das locatárias enfrentou um problema operacional e conseguiu pagar apenas parte do valor dentro do mês. A pendência, porém, foi regularizada nos primeiros dias de agosto, e o fundo informou ter recebido integralmente os aluguéis com vencimento em julho.

Com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 593,6 milhões, com referência em junho, e valor de mercado de R$ 445,3 milhões ao fechamento de julho, o TRBL11 encerrou o mês com todo o portfólio fisicamente ocupado e com a gestão projetando rendimentos mensais entre R$ 0,43 e R$ 0,50 por cota no segundo semestre.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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