Exportações de soja crescem quase 10% — e SNAG11 amplia base de investidores
A exportação brasileira de soja atingiu novo recorde em abril, impulsionada principalmente pelo aumento das compras da China e pela forte demanda internacional pela commodity. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada com base em dados da Secex, o Brasil embarcou 16,75 milhões de toneladas no período, maior volume já registrado para o mês.
O resultado representa crescimento de 15,35% frente a março e alta de 9,6% na comparação anual. O desempenho reforça o papel estratégico da soja dentro da balança comercial brasileira e ajuda a sustentar a receita do agronegócio em meio à ampla oferta doméstica e à pressão sobre os preços internos.
A China voltou a exercer protagonismo nesse movimento. Segundo o Cepea, os embarques brasileiros destinados ao país asiático cresceram 17,6% entre março e abril, consolidando o mercado chinês como principal destino da soja produzida no Brasil.
Mesmo em um ambiente de recuo das cotações domésticas e maior disponibilidade interna do grão, as exportações seguem funcionando como um importante mecanismo de equilíbrio para o setor, absorvendo parte da produção nacional.
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o Brasil exportou 40,24 milhões de toneladas de soja, também recorde histórico para o período, reforçando a demanda externa sobre a cadeia agrícola brasileira.
Crescimento da soja amplia espaço para operações ligadas ao SNAG11
Nesse ambiente, ativos expostos ao financiamento do agronegócio tendem a ganhar relevância entre investidores, incluindo o SNAG11.
O fundo possui estratégia voltada ao crédito agroindustrial, atuando em operações ligadas à produção rural, armazenagem, infraestrutura, logística e expansão operacional de empresas ligadas ao agro.
Com o crescimento das exportações e o aumento da necessidade de capital ao longo da cadeia da soja, cresce também a demanda por operações de financiamento envolvendo aquisição de maquinário, ampliação de estruturas produtivas e capital de giro para produtores e empresas do setor.
Segundo a Suno Asset, a base de investidores do SNAG11 ultrapassou recentemente a marca de 130 mil cotistas, avanço relevante frente aos cerca de 120 mil registrados no início de fevereiro. O movimento contribui para maior liquidez no mercado secundário e amplia a presença do fundo entre investidores pessoa física.
Retorno total do SNAG11
O SNAG11 também manteve distribuição de R$ 0,12 por cota, reforçando a atratividade da geração recorrente de caixa dentro de um setor que segue beneficiado pela força estrutural das exportações agrícolas brasileiras.
A gestão destaca ainda que o fundo encerrou 2025 com retorno total próximo de 42,5%, considerando dividendos e valorização das cotas no mercado secundário.
Além disso, o veículo mantém inadimplência zero desde o lançamento, em 2022, fator apontado como um dos pilares da estratégia de crédito conservadora do fundo.