FII anuncia amortização de R$ 41,77 por cota; devoluções já somam R$ 322,56

FII anuncia amortização de R$ 41,77 por cota; devoluções já somam R$ 322,56
FII anuncia amortização de R$ 41,77 por cota; devoluções já somam R$ 322,56 (Foto: Pexels)

O fundo imobiliário BRIP11 (Brio Real Estate III) informou ao mercado a realização de uma nova amortização de cotas no valor total de R$ 9 milhões, equivalente a R$ 41,77 por cota.

O pagamento está previsto para o dia 29 de junho, conforme fato relevante divulgado pela gestora Brio Investimentos e pela administradora BRL Trust. A amortização anunciada corresponde a R$ 9.000.390,75 e será paga aos cotistas do fundo na data informada pela administração.

A nova devolução de capital ocorre poucos meses após outra amortização realizada pelo fundo. Em abril deste ano, o BRIP11 anunciou o pagamento de R$ 53,38 por cota aos investidores, em uma operação que movimentou aproximadamente R$ 11,5 milhões.

O que significa a amortização do FII

Diferentemente dos dividendos, a amortização representa a devolução de parte do capital investido pelo cotista. Na prática, o investidor recebe recursos que reduzem gradualmente o valor investido no fundo.

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Segundo a descrição do próprio BRIP11, o fundo foi estruturado com prazo de duração determinado, composto por um período de investimento e outro de desinvestimento. Conforme os ativos do fundo são monetizados durante essa fase, os cotistas recebem de volta o capital aportado e eventuais lucros por meio de amortizações.

O BRIP11 possui prazo de duração de seis anos, sendo três anos destinados ao período de investimento e três anos ao período de desinvestimento.

Nos últimos meses, o fundo realizou sucessivas amortizações aos investidores. Dados divulgados ao mercado mostram pagamentos de R$ 106,74 por cota em julho de 2025, R$ 46,41 por cota em agosto de 2025, outros R$ 46,41 por cota em setembro de 2025, além de R$ 27,85 por cota em fevereiro de 2026.

Em abril de 2026, o fundo anunciou nova amortização de R$ 53,38 por cota. Agora, soma-se o pagamento de R$ 41,77 por cota previsto para junho.

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Considerando esses seis eventos, o BRIP11 acumula R$ 322,56 por cota em amortizações distribuídas ou anunciadas desde julho de 2025.

Cotistas precisarão informar dados para cálculo

O fato relevante traz ainda um alerta operacional aos investidores. Todos os cotistas deverão fornecer informações relacionadas ao custo médio de aquisição das cotas, domicílio fiscal e situação tributária por meio de formulário eletrônico que será enviado pela plataforma Cuore.

De acordo com o comunicado, essas informações serão utilizadas pelo administrador para apuração de eventuais tributos incidentes sobre o resgate ou amortização das cotas.

A administração informa que todos os investidores devem prestar essas informações, incluindo aqueles que adquiriram cotas no mercado secundário e ainda não tenham encaminhado anteriormente a documentação necessária para comprovação da aquisição.

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O formulário deverá ser enviado por e-mail aos cotistas e exigirá a confirmação da veracidade das informações prestadas. Após o envio, os dados informados serão considerados definitivos e não poderão ser alterados.

O documento também informa que, caso o administrador não receba as informações até as 12h do dia 23 de junho, será considerado o menor valor histórico de negociação das cotas do BRIP11 na B3 como custo médio de aquisição para fins tributários.

Nessa hipótese, poderá ser aplicada retenção de Imposto de Renda à alíquota de 20% sobre o valor resgatado, conforme previsto na legislação aplicável.

Fundo negocia abaixo do valor patrimonial

Dados de mercado mostram que o BRIP11 possui patrimônio líquido de aproximadamente R$ 101,5 milhões e cerca de 400 cotistas. Na sexta-feira (12), as cotas eram negociadas próximas de R$ 384,90, enquanto o valor patrimonial por cota estava em R$ 471,12. Com isso, o fundo apresentava relação preço sobre valor patrimonial (P/VP) de 0,82.

O BRIP11 é classificado como um fundo imobiliário de desenvolvimento e possui gestão ativa. Conforme informações disponibilizadas ao mercado, o veículo foi estruturado com prazo determinado e atualmente se encontra em seu período de desinvestimento, durante o qual os recursos provenientes da monetização dos ativos podem ser devolvidos aos investidores por meio de amortizações.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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