FIIs de papel lideram carteira recomendada da XP em junho; KNCR11 e XPCI11 estão na lista

Segundo a XP, carteira recomendada mantém sua maior alocação em FIIs de papel com que buscam captar assimetrias de mercado.

FIIs de papel lideram carteira recomendada da XP em junho; KNCR11 e XPCI11 estão na lista
FIIs de papel lideram carteira recomendada da XP em junho. Foto: Pixabay

Os Fundos Imobiliários (FIIs) de papel lideraram a carteira recomendada da XP em junho, representando mais de 43% da composição. A carteira recomendada de FIIs é composta por 14 ativos, entre eles estão o KNCR11, XPCI11 e XPML11.

“A carteira recomendada mantém sua maior alocação em fundos imobiliários com caráter mais defensivo e que buscam captar assimetrias de mercado”, explica a XP.

Segundo a research, a distribuição entre os segmentos segue com alocações em Recebíveis (43%), Shoppings (18%), Ativos Logísticos (15%), Lajes Corporativas (12,5%), Híbridos (7,5%) e Fundos de Fundos (4%).

Em maio, a carteira recomendada da XP teve um desempenho de -0,54%, abaixo do IFIX, que teve um desempenho marginalmente positivo de 0,02%. Além disso, a carteira apresentou um dividend yield médio mensal de 0,87%, equivalente a 10,5% de DY anualizado.

FIIs: Veja a carteira recomendada da XP:

Para a XP, os Fundos Recebíveis apresentam um rendimento sólido e um menor risco de perda patrimonial tornando uma excelente alternativa para diversificação e mitigação de riscos, especialmente em períodos de alta volatilidade do mercado.

“Dada a perspectiva de inflação ainda elevada no curto prazo, continuamos a ver retornos atrativos nos FIIs de recebíveis, devido aos índices de inflação e à taxa Selic. Acreditamos que os FIIs de recebíveis indexados ao CDI devem se beneficiar do cenário macroeconômico com a taxa de juros Selic em patamares mais elevados”, afirma a XP.

Segundo maior segmento da carteira, os analistas da XP dizem que mantiveram a preferência em fundos com portfólios compostos de shoppings dominantes e orientados para alta renda, por se demonstrarem mais resilientes.

“Observamos que os indicadores operacionais de alguns shoppings já se aproximam dos valores observados pré-pandemia. Para o longo prazo esperamos uma expansão moderada dos resultados do setor, em linha com nosso cenário macroeconômico para o Brasil”, explicam os analistas.

Como funcionam os fundos de papel?

Os fundos imobiliário de papel funcionam adquirindo dívidas de empreendimentos imobiliários e distribuindo os lucros para seus cotistas. O processo começa com a formação do fundo, onde os investidores interessados na estratégia da gestora e/ou administradora adquirem cotas para lançar o novo fundo no mercado.

Em seguida, os gestores utilizam esses recursos para adquirir títulos do mercado imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito Hipotecário (LCHs).

Esses títulos, que financiam diversas atividades imobiliárias no país, pagam juros. Esses juros são então distribuídos aos cotistas dos FIIs de papel, sendo obrigatório, pela legislação vigente, que pelo menos 95% do valor recebido seja distribuído aos cotistas.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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