Fundo imobiliário RBRY11 lucra R$ 14,4 mi e acelera concentração em CDI


O fundo imobiliário RBRY11 fechou fevereiro com um resultado final de R$ 14,48 milhões, segundo relatório mais recente, e manteve sua meta de se tornar um veículo predominantemente atrelado ao CDI.

De acordo com a RBR Asset, até o fim do primeiro semestre de 2025, a expectativa é que mais de 80% da carteira esteja concentrada em CRIs indexados ao CDI.
Até a publicação do relatório, 76% da carteira do RBRY11 já estava alocada em ativos com esse indexador, reforçando a estratégia. A gestora reafirma que o objetivo é manter o fundo em sintonia com o comportamento dos juros no país, priorizando o ganho real e a solidez da carteira.
Durante o mês de fevereiro, o fundo realizou dois aportes relevantes na operação Setin Joaquim, totalizando R$ 17,5 milhões. A primeira tranche, de R$ 8,75 milhões, tem remuneração de CDI + 2,25% ao ano, enquanto a segunda, no mesmo valor, remunera CDI + 4,45% ao ano.
Os recursos serão usados na aquisição de um terreno e no desenvolvimento de um projeto residencial de alto padrão no Itaim Bibi, em São Paulo. Ambas as operações contam com garantias, incluindo alienação fiduciária do terreno, cessão de recebíveis, alienação das cotas da SPE e aval da holding responsável pelo empreendimento.
Além disso, o fundo movimentou mais R$ 1,2 milhão em compras e realizou vendas de R$ 36 milhões no período, ajustando a carteira com foco no desempenho futuro.
Fundo imobiliário: RBRY11 mantém rentabilidade de CDI +3,15%
Com base no resultado de fevereiro, o RBRY11 anunciou a distribuição de R$ 1,05 por cota, o que correspondeu a um dividend yield anualizado de 15,11%, com rentabilidade ajustada de CDI + 3,15% ao ano.
A reserva acumulada do fundo encerrou o mês em R$ 0,45 por cota, servindo como colchão para manter a consistência das distribuições futuras.
A carteira do fundo conta atualmente com 47 operações ativas, todas adimplentes com suas obrigações financeiras. Desse total, 98% foram originadas, estruturadas ou investidas com participação majoritária da própria RBR.
Monitoramento constante e rating mantido
A equipe de gestão do RBRY11 também revisou a operação CRI Share Butantã, que possui exposição de R$ 28 milhões (2,4% do PL do fundo). A operação manteve o rating AA-, respaldado por fundamentos sólidos, como baixo LTV (42%) e nível de locação superior a 80%.
A gestora cita que faz o acompanhamento rigoroso das operações, com monitoramento mensal dos principais indicadores de crédito. O objetivo é manter o portfólio do fundo imobiliário RBRY11 saudável, com forte capacidade de geração de caixa e controle de risco em períodos de maior volatilidade.
Além do fundo citado, a gestora também é responsável por diversos outros FIIs focados em crédito imobiliário, como RBRR11, RPRI11 e PULV11.