GGRC11 é incluído em índices globais e entra no radar de investidores estrangeiros
O fundo imobiliário GGRC11 foi incluído nos índices FTSE EPRA Nareit Global Emerging e FTSE EPRA Nareit Global Extended, conforme comunicado divulgado pela gestora Zagros Capital ao mercado nesta semana.
Os índices FTSE EPRA Nareit são referências globais para alocação em ativos imobiliários listados em bolsa. A metodologia de inclusão considera critérios de liquidez, governança corporativa e transparência, além de aderência a padrões internacionais de mercado.
Com a entrada nos índices, o GGRC11 passa a integrar o universo de fundos monitorados por gestoras internacionais, ETFs globais e investidores institucionais que utilizam esses benchmarks como referência para alocação de capital.
A Zagros Capital alertou em comunicado que os rebalanceamentos periódicos dos índices podem gerar aumento temporário no volume de negociação e na volatilidade das cotas.
GGRC11 em fase de captação
A inclusão ocorre durante a 11ª emissão de cotas do GGRC11, que já ultrapassou R$ 748 milhões captados ao longo de dois períodos de subscrição. O terceiro e último período foi aberto em 1º de junho, com 22,55 milhões de cotas ainda disponíveis, equivalentes a aproximadamente R$ 253,7 milhões.
Desde o início da oferta, o fundo adquiriu ou comprometeu a compra de três galpões logísticos, totalizando mais de R$ 450 milhões em ativos. Entre eles estão imóveis em Garuva (SC), Camaçari (BA) e Diadema (SP).
Liquidez no maior nível da história
O movimento nos índices globais ocorre em um momento em que a liquidez do GGRC11 também atingiu patamares inéditos. Em maio, o fundo movimentou aproximadamente R$ 199,9 milhões no mercado secundário — o maior volume mensal de sua história.
O avanço da liquidez está ligado ao período de intensa atividade do fundo, marcado pela captação de recursos, aquisição de novos ativos logísticos e crescimento da base de investidores. O contrato de market maker firmado pela Zagros Capital também contribui para o aumento do giro das cotas na B3.
A média diária de negociação chegou próxima de R$ 10 milhões, aspecto relevante justamente para o tipo de investidor institucional que os índices FTSE EPRA Nareit atraem.