O Fundo de Investimento Imobiliário Hedge Brasil Shopping (HGBS11), administrado pela Hedge Investments DTVM, divulgou nesta sexta-feira (9) o seu relatório gerencial do mês de março, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais.

O gestor do Hedge Brasil Shopping considerou: “realmente é incrível como a situação não consegue evoluir positivamente no Brasil.” Além disso, destacou que os grandes problemas que o Brasil enfrenta são de conhecimento de todos, assim como o caminho para enfrentá-los.

Apesar disso, o gestor do HGBS11 diz que o Brasil está assistindo outros países buscarem soluções e projetarem números relevantes de crescimento para 2021, enquanto “ficamos sempre andando de lado, ou mesmo dando marcha à ré”, completou a Hedge Investments Real Estate Gestão de Recursos Ltda.

O Hedge Brasil Shopping ainda destacou alguns pontos importantes sobre o cenário brasileiro, como levantando o mês de março como o pior mês da pandemia para o país. Além disso, lembrou sobre o início de uma nova etapa de pagamentos do Auxílio Emergencial no mês de abril.

Sobre o segmento de shoppings no Brasil, o HGBS11 disse que após o último trimestre de 2020, quando a situação buscava certo grau de normalização, as esperanças foram renovadas com o início do processo de vacinação no Brasil em janeiro. Mas que se viu um novo aumento no número de casos de COVID-19, ultrapassando o pico observado em 2020.

Por conta disso, os ativos do portfólio do Hedge Brasil Shopping na Grande São Paulo-SP ficaram todos restritos a apenas atividades essenciais até, pelo menos, o dia 19 de abril. O mesmo aconteceu nas cidades de Campinas-SP e Franca-SP. Os demais ativos do fundo ficaram restritos a certos horários e dias específicos.

Portfólio do HGBS11

O Hedge Brasil Shopping terminou março com investimentos em 17 shopping centers, por conta da aquisição do  shopping Praça da Moça. Sobre a diversificação da carteira do HGBS11, cerca de 88,6% da carteira de ativos estão alocados em ativos estratégicos do fundo. 

Além disso, aproximadamente 9,5% estão distribuídos em FIIs líquidos, 1,7% em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e 0,2% em fundos de renda fixa. Por conta disso, 67% dos ativos do HGBS11 estão em imóveis e 21% ao todo em FIIs.

Por ativos, os 7 maiores posicionamentos do portfólio do Hedge Brasil Shopping são:

  • Penha - 16%;
  • West Plaza - 15%;
  • Parque Dom Pedro - 11%;
  • Mooca - 8%;
  • São Bernardo - 8%;
  • Tivoli - 8%;
  • Villa Lobos - 7%;

Na diversificação da carteira do Hedge Brasil Shopping por operadores, há 3 maiores posições e o percentuais correspondentes no portfólio do fundo:

  1. Aliansce Sonae - 32%;
  2. AD Shopping - 30%;
  3. brMalls - 25%;

Resultados e rendimentos

O Hedge Brasil Shopping é um FII do segmento de shoppings. O objetivo do fundo é alcançar rendimentos e resultados através da aquisição e da exploração comercial de participações em shoppings centers.

Além disso, os shoppings adquiridos pelo HGBS11 precisam ter pelo menos 15.000 m² de Área Bruta Locável (ABL), e serem localizados em regiões com área de influência de, no mínimo, 500 mil habitantes e administrados por empresas especializadas, atuando ativamente na gestão da carteira de investimentos.

No fechamento do mês de março, o valor de mercado da cota do HGBS11 foi de R$ 203,00, correspondente a um valor de mercado total de R$2,0 bilhões. Com esse valor, o Hedge Brasil Shopping é o maior fundo imobiliário de portfólio de shopping center. O valor patrimonial da cota no período foi de R$ 220,02.

No mês de março a receita do HGBS11 ficou majoritariamente em receita imobiliária, que totalizou R$5,43 milhões. Outras receitas foram ao montante de quase R$1,60 milhão e o total de despesas, quase R$1,29 milhão.

No mesmo período, o resultado operacional do Hedge Brasil Shopping foi de quase R$5,70 milhões. Descontando-se o lucro operacional, o resultado do HGBS11 foi de quase R$ 8,29 milhões, totalizando R$ 49 milhões nos últimos 12 meses.

Com esses números, o resultado médio por cota do Hedge Brasil Shopping foi de R$0,83. Já o rendimento distribuído no mês de março foi de R$4 milhões. O valor do rendimento médio por cota foi de aproximadamente de R$0,40. O retorno total bruto em março foi de -2,9%, totalizando 303,7% desde o início do fundo.