A Credit Suisse, gestora do CSHG Real Estate (HGRE11), comunicou nesta quinta-feira (8) aos seus investidores por meio de relatório gerencial, os resultados do mês de junho. Como complemento, os cotistas foram informados sobre a movimentação do portfólio do fundo. 

A gestão divulgou o patamar de distribuição de junho, que foi de R$ 1,38 por cota. Neste mês, o HGRE11 apresentou uma receita total de R$ 20,9 milhões (R$ 1,77 por cota), o que levou a um resultado de R$ 18,2 milhões. Observe os resultados na tabela abaixo:

HGRE11

Assim, a Credit Suisse explicou que, no geral, pauta pela distribuição em 95% dos lucros do semestre, conforme indica a legislação. Porém, este mês a distribuição foi no patamar próximo dos 100%. 

Na visão da gestora, como a proposta de reforma tributária trouxe maior incerteza nos mercados, foi decidido “distribuir um valor maior que o usual de rendimentos no semestre, por acreditarmos que num cenário adverso os recursos devem estar com os investidores, para que estes decidam individualmente sua melhor alocação, seja como reinvestimento, reserva ou qualquer outra destinação”, reforçou a Credit Suisse. 

No gráfico abaixo é possível observar a mudança no patamar de distribuição para este mês:

HGRE11

Em relação ao portfólio do HGRE11,a carteira de imóveis fechou o mês de junho com 24,48% de vacância financeira e 22,34% de vacância física. A gestão informou que as vacâncias física e financeira diminuíram em relação ao mês de maio devido à ocupação de dois andares do Ed. Guaíba pela empresa TOTVS, além da venda do conjunto 161 do Mario Garnero que estava vago. 

Abaixo, repare a relação entre a ocupação dos imóveis do fundo e a vacância do HGRE11:

HGRE11

Informações sobre o portfólio do fundo

Durante o mês de junho foi realizada a locação de 2 andares do Ed. Guaíba - Porto Alegre-RS - à empresa TOTVS. Também, o HGRE11 finalizou alguns ajustes no contrato com a Vivo nos dois ativos ocupados por eles (Ed. Chucri Zaidan e Vivo Curitiba) e foi finalizada a venda de dois andares do Centro Empresarial Mario Garnero. 

Enquanto novos inquilinos são acrescentados, a Tracker, locatária de um andar do Centro Empresarial Mario Garnero informou sua intenção de não renovação da locação que se encerra em janeiro de 2022. Desta forma, o HGRE11 já está ofertando o espaço no mercado. 

Também, a IBM, locatária de um andar do Ed. Guaíba, avisou ao fundo da intenção de rescisão do contrato de locação no Ed. Guaíba, “que deve ocorrer após o cumprimento do aviso prévio e pagamento de multa, previstos para final de outubro”, afirmou a Credit Suisse. 

O HGRE11 também realizou uma venda recente. Em maio, foi concluída a venda dos conjuntos 51 e 161 do Edifício Mario Garnero por R$ 22.000.000,00. A gestora lembrou que o valor foi 79,21% superior ao valor de aquisição do imóvel, gerando um lucro em regime de caixa de R$ 9.553.849,24 equivalente a aproximadamente menos R$ 0,81 por cota. 

A gestão explicou que a venda se deu, dentre outros motivos, pela atual necessidade do HGRE11 de gerar caixa de curto prazo, à medida que necessita de fazer o “pagamento da última parcela da aquisição do Ed. Chucri Zaidan e também para os investimentos em andamento na reforma e expansão da Torre Martiniano”. 

Conheça o HGRE11

O CSHG Real Estate é um fundo imobiliário do tipo tijolo com foco no mercado de escritórios comerciais. 

O fundo em questão possui patrimônio líquido de R$1,99 bilhão e tem atualmente 112.225 cotistas. 

Para quem deseja investir no HGRE11, o valor patrimonial de sua cota é de R$168,72, sendo sua taxa de administração de 1,0%a.a. sobre patrimônio líquido.